O fim da Guerra Fria, que durou entre 1947 e 1991, esfriou (desculpe) a produção de plutônio próprio pelos Estados Unidos. Assim, a Nasa precisou usar material já em estoque ou importado em suas missões. O rover Perseverance, no solo de Marte, é o mais recente projeto da agência espacial norte-americana a usar o combustível nuclear.

Sondas como a Voyager, a finada Cassini e a New Horizons também usam plutônio como fonte de energia. Mas diferente delas, o combustível dentro do Perseverance é fresco, graças a uma mudança na parceria da Nasa com o Departamento de Energia do governo dos EUA.

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O rover em solo marciano é apenas a primeira das missões que virão nos próximos anos usando o novo plutônio norte-americano. De acordo com especialistas da área, o combustível nuclear é essencial para os projetos que seguirão para além do Sistema Solar.

“Precisamos ser capazes de levar toda nossa “casa” conosco; nosso fornecimento de energia não pode depender de nossa própria estrela. Quanto mais avançamos, mais verdadeiro isso se torna”, explicou a física espacial Abigail Rymer, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland.

Além do plutônio, a outra maneira conhecida e confiável de alimentar essas espaçonaves é a luz solar. Mas, a medida em que as sondas avançam cada vez mais longe do Sol, essa energia é perdida. Um exemplo é a sonda Juno, que orbita Júpiter, e exigiu alguns avanços na tecnologia de energia solar para sobreviver sem uma fonte nuclear.

O rover Perseverance é o primeiro a usar plutônio fresco fabricado pelos Estados Unidos após a Guerra Fria. Imagem: Nasa

“Isso nos permite explorar onde a luz do sol não chega, mas também nos permite explorar ambientes hostis, porque podemos levar nosso calor conosco. Esses tipos de fatores são realmente importantes para nossas missões, e não poderíamos realizar algumas delas sem eles”, disse June Zakrajsek, gerente do programa Radioisotope Power Systems (RPS) da Nasa, no Glenn Research Center, em Ohio.

A próxima missão a usar o plutônio norte-americano será o helicóptero Dragonfly, a ser lançado em 2027. Ele vai para Titã, uma das luas do planeta Saturno. O local recebe apenas 1% da luz solar que a Terra recebe.

Via: Space

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