O Exército dos Estados Unidos estuda implantar um novo ‘cão de guerra’ totalmente robotizado para atuar em regiões de difícil acesso e intensos combates, com movimentos nunca vistos antes, similares ao do animal. A informação consta em artigo publicado na revista científica Plos One.

A pesquisa está sendo conduzida pelo Comando de Desenvolvimento de Capacidades de Combate do Exército dos EUA (DEVCOM). A ideia é criar uma plataforma militar autônoma com quatro pernas e com eficiência comparada a outros veículos terrestres.  

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A utilização do ‘cão de guerra’ poderá marcar um divisor de águas no desenvolvimento de veículos autônomos no Exército norte-americano. Isso porque até hoje nenhum projeto colocou em prática algo parecido com um animal com a mesma regularidade na relação entre massa, potência e velocidade. O artigo mostra que a fórmula utilizada é alométrica empírica e foi proposta, inicialmente, na década de 80, com foco no estímulo da potência mecânica de um determinado organismo. 

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De barata à tanque de guerra

Segundo o estudo, a fórmula descreve organismos e sistemas que variam de uma barata (1g) a um tanque de guerra (35.000 Kg). “Essas descobertas apontam para uma semelhança fundamental entre a locomoção biológica e a artificial que transcende grandes diferenças na morfologia, mecanismos, materiais e comportamentos”, escreveram os autores Sean Gart e Jason Pusey. 

A pesquisa mostra que o novo ‘cão de guerra’ teria uma semelhança maior na morfologia e locomoção, sendo um auxílio nos combates como nunca se viu até agora. Imagem: ANURAKE SINGTO-ON / Shutterstock

Desafios 

A possível utilização de um ‘cão de guerra’ pelo Exército dos Estados Unidos ainda passará por muitas fases de testes até que seja implantada nos combates. Entre os desafios, estão melhorias na geração e transmissão de energia. Por enquanto, os pesquisadores já sabem que os sistemas de pernas são tão eficientes quanto rodas e esteiras

O objetivo é fazer com que o cão robô consiga chegar em terrenos de difícil acesso, abrindo caminho antes da chegada dos soldados. A facilidade de locomoção de um veículo autônomo com pernas seria bem útil, mas a baixa eficiência energética ainda é uma limitação. Afinal, seria difícil o transporte de combustível ou baterias para os robôs com pernas ou ‘cães de guerra’.    

O estudo foi conduzido por meio de dados do sistema móvel terrestre e se baseou em uma revisão bibliográfica de pesquisas anteriores, reunindo uma ampla gama de tamanhos e morfologias dentro de um conjunto de dados que combinava sistemas que incluíam, por exemplo, um canhão britânico do século 17, um Ford T, um tanque M1 Abrams e um trem ACELA. Assim, o ‘cão de guerra’ teria uma força de ataque bem maior do que simples unhas e dentes.

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