A vacina produzida pela Pfizer/BioNTech será testada em crianças com menos de 12 anos de idade, através de um estudo de estágio avançado que objetiva aumentar a proteção contra o vírus da Covid-19 para toda a faixa etária.

As empresas anunciaram a informação nesta terça-feira (8) para dar início ao teste da vacina daqui algumas semanas. Esse processo englobará até 4.500 participantes em mais de 90 locais nos Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha.

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Conseguir com que a produção da vacina seja expandida para mais populações faz com que possa haver uma redução do avanço da pandemia, tanto que começou a diminuir em países ocidentais.

Além disso, com base nos resultados de um estudo em estágio inicial que focou na segurança, tolerabilidade e também na resposta imunológica induzida pela vacina, as empresas selecionaram novas doses: crianças com idades entre 5 e 11 receberão uma dose de 10 microgramas (um terço do tamanho dado aos maiores de 12 anos) e crianças de 6 meses a 5 anos de idade receberão 3 microgramas (um décimo da quantidade administrada a adolescentes e adultos).

“As crianças não são pequenos adultos”, afirmou Michael Joseph Smith, um especialista em doenças infecciosas pediátricas e co-investigador principal de um local de ensaio baseado na Universidade de Duke. “Quanto mais jovem você for, mais robusto será o seu sistema imunológico e mais reação terá, portanto, essencialmente, você pode sobreviver com menos antígeno, mas obter a mesma resposta imunológica sem febre alta ou braços inchados”, complementou.

Em maio, a vacina dupla de RNA mensageiro foi liberada para uso em crianças de 12 a 15 anos nos Estados Unidos, possibilitando a vacinação em massa de alunos do ensino fundamental e médio. Inclusive, o ensaio com mais de 2 mil adolescentes indicou que a vacina era 100% eficaz contra doenças sintomáticas

Na última segunda-feira (7), 22% das crianças norte-americanas de 12 a 15 anos receberam sua primeira dose da vacina Pfizer/BioNTech, segundo as recomendações e normas acordadas com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

“O estudo com menores de 12 anos não foi projetado para determinar a eficácia”, explicou William Gruber, vice-presidente sênior de pesquisa clínica e desenvolvimento da Pfizer, através de uma entrevista em maio. 

A justificativa é porque seria difícil acumular casos sintomáticos suficientes de Covid-19 à medida que a pandemia decrescer nos EUA, ademais, muitas crianças não pode não apresentar sintomas de infecção. Portanto, a Pfizer e a BioNTech querer comprovar se a vacina produz uma resposta de fato imunológica, disse Gruber. 

Ele também esclareceu que espera que os fabricantes de medicamentos relatem os dados de segurança e a resposta imunológica sobre a vacina em crianças com idade entre 2 e 12 anos em setembro ou outubro. Depoiis disto, os reguladores dos EUA podem validar a possibilidade de vacinar antes do final do ano. Segundo Gruber, para aqueles de 6 meses a 2 anos, os dados provavelmente estarão disponíveis no primeiro trimestre de 2022.

Fonte: Bloomberg

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