Nesta quarta-feira, 9 de junho, é comemorado o Dia da Imunização, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância de se vacinar. Com a pandemia da Covid-19, a data ganha um simbolismo ainda maior. Para celebrar o dia, o Olhar Digital preparou uma matéria mostrando como são feitas as vacinas.

De acordo com a Fiocruz, vacinas são introduzidas no corpo humano com a função de “ensinarem” o sistema imunológico a combater determinadas doenças. A ideia é incentivar o corpo a preparar anticorpos contra um patógeno.

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“Basicamente, as vacinas podem ser feitas com o vírus “vivo” atenuado, uma espécie de enfraquecimento dele para que ele não cause a doença, mas apenas estimule o corpo a produzir os anticorpos. A outra possibilidade é com o vírus “morto”, para o nosso corpo desenvolver os mesmos anticorpos”, disse Marcos Muhlpointner, professor de Biologia do Colégio Marista Arquidiocesano.

No caso das vacinas contra a Covid-19, outros tipos de coronavírus já eram estudados há bastante tempo, o que permitiu um desenvolvimento mais rápido dos imunizantes para o combate da doença. O modelo de vacina feito à base de RNA, usado na da Pfizer, por exemplo, também pode ser adotado para diferentes vírus.

“Os vírus do tipo corona já são estudados há muito tempo e, como eles não são muito diferentes entre si, a tecnologia para estudá-los já estava bem desenvolvida. Isso possibilitou um estudo mais rápido e mais efetivo para a produção e testes dessa nova vacina”, completou Muhlpointner.

Processo para produção de uma vacina

Para desenvolver uma vacina, primeiro é preciso entender o que causa a doença que ela deve combater. Após esse processo, é possível estudar as formas de vacinas que podem ser usadas para criar imunidade de forma mais eficaz.

“A primeira ação é descobrir o causador da doença, que chamamos tecnicamente, de agente etiológico. No caso da Covid-19 é um vírus. Depois disso, são identificadas as proteínas que compõem esse vírus e o seu código genético. Feito isso, de maneira geral, os cientistas vão descobrir as possibilidades de neutralizar essas proteínas ou uma maneira de inativar o código genético dele”, disse ainda o professor.

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Para que a vacina seja aplicada no Brasil, ela precisa passar por um longo processo de aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A distribuição e aplicação é de responsabilidade dos estados e municípios, que recebem as doses do governo federal.

O especialista ainda explica que as vacinas são a única forma de se erradicar ou controlar de maneira intensa um vírus. “Como uma estratégia definitiva sim. No caso da poliomielite, ela foi erradicada nos anos 1980 por causa das campanhas de vacinação em massa que foram feitas no Brasil. Como o vírus da Covid-19 pode ser controlado pelo uso das máscaras, da higiene e do distanciamento – pelo menos nesse momento – essas ações ainda precisam ser tomadas pelas pessoas”, finaliza Muhlpointner.

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