Um grupo de pesquisadores, que inclui cientistas da Nasa e da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, descobriram um novo exoplaneta do tamanho de Netuno orbitando uma estrela anã ‘M’ — também conhecidas como anãs vermelhas, são o tipo mais comum de estrela na Via Láctea.

Chamado de ‘TOI-1231 b‘, o planeta de clima temperado foi detectado com a ajuda dos dados fornecidos pelo telescópio TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), de um instrumento sofisticado (PFS, ou Planet Finder Spectrograph) que detecta exoplanetas através de sua influência gravitacional em estrelas hospedeiras e do telescópio chileno Magellan Clay.

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A cientista da Nasa e principal autora do artigo científico, Jennifer Burt, e a professora no Departamento de Física e Astronomia da Universidade do Novo México, Diana Dragomir, conseguiram até medir o raio e a massa do planeta.

Esses valores, por sua vez, permitiram calcular a densidade aparente de ‘TOI-1231 b‘. O que revelou que o novo exoplaneta é similar a Netuno. “Também achamos que ele tem uma grande atmosfera gasosa”, acrescentou Burt.

Renderização 3D de um sistema de planetas no espaço com exoplanetas. Imagem: sdecoret/Shutterstock

Sobre o clima, Dragomir declarou que embora esteja “oito vezes mais perto” de sua estrela hospedeira do que a Terra está do Sol, a temperatura é parecida com a do nosso planeta.

Com temperatura média em torno de 60 graus Celsius, o ‘TOI-1231 b‘ é, segundo os pesquisadores, um dos exoplanetas mais acessíveis para estudos atmosféricos descobertos até aqui. Burt afirma que observações futuras permitirão determinar, por exemplo, o quão comum (ou raro) é a formação de nuvens de água neste “novo mundo” de clima temperado.

Além disso, devido ao alto brilho infravermelho de sua estrela hospedeira, a descoberta também será alvo para futuras missões com o Telescópio Espacial Hubble (HST) e o Telescópio Espacial James Webb (JWST). O primeiro conjunto de observações, inclusive, deve ocorrer ainda este mês usando o Hubble.

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Sobre a sua atmosfera, Dragomir diz que o exoplaneta poderia ter “uma grande atmosfera de hidrogênio ou hidrogênio-hélio” ou uma atmosfera de vapor de água mais densa. “Nossas próximas observações começarão a responder a essas perguntas”, finalizou a especialista.

Por fim, Burt ressalta que este é um dos resultados “mais interessantes das últimas duas décadas” para a ciência dos exoplanetas. “Até agora, nenhum dos novos sistemas planetários que descobrimos se parece com o nosso sistema solar. Este novo exoplaneta ainda é estranho, mas é um passo mais perto de ser como os planetas da nossa vizinhança.”

Fonte: Phys.org

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