Os morcegos são grandes transportadores de vírus e agora novas versões do coronavírus foram encontradas nesses animais por um grupo de investigadores chineses. A maior parte desses vírus não são perigosos para os humanos, mas um deles se assemelha ao SARS-CoV-2.

Em um relatório publicado na revista Cell, os pesquisadores revelam terem descoberto 24 novos genomas de coronavírus em uma pequena região na província de Yunnan, no sudoeste da China. “Localizamos 24 novos genomas de coronavírus de diferentes espécies de morcegos, incluindo quatro coronavírus semelhantes ao SARS-CoV-2”, disse Weifeng Shi, da Universidade de Shandong, líder do estudo.

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Apesar de quatro vírus serem amostras semelhantes ao SARS-CoV-2, apenas um chamou a atenção da equipe. Apelidado de RpYN06, o coronavírus foi encontrado em morcegos da espécie Rhinolophus pusillus. O vírus é muito parecido com o causador da Covid-19, exceto por algumas diferenças genéticas na proteína Spike, uma das principais responsáveis pela infecção.

Morcegos e o coronavírus

“Junto com o vírus relacionado ao SARS-CoV-2 coletado na Tailândia em junho de 2020, esses resultados demonstram claramente que os vírus intimamente relacionados ao SARS-CoV-2 continuam a circular nas populações de morcegos e, em algumas regiões, podem ocorrer com uma frequência relativamente alta”, diz ainda um trecho da pesquisa.

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Os pesquisadores também classificam a possibilidade do vírus da Covid-19 ter vazado de um laboratório como fantasia e afirmam que os estudos indicam que o patógeno provavelmente saiu de um morcego para um animal intermediário para depois chegar aos humanos.

“Os morcegos são hospedeiros reservatórios bem conhecidos para uma variedade de vírus que causam doenças graves em humanos e têm sido associados a transbordamentos de vírus Hendra, vírus de Marburg, vírus Ebola e, mais notavelmente, coronavírus. Além de morcegos e humanos, os coronavírus podem infectar uma ampla gama de animais domésticos e selvagens, incluindo porcos, gado, ratos, gatos, cães, galinhas, veados e ouriços”, finaliza o documento.

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