Minerar bitcoins é uma atividade que hoje exige uma logística e uma quantidade de energia absurda. Uma pesquisa recente indicou que a prática consome um volume de energia maior que o consumido por países como Argentina, Holanda e Emirados Árabes Unidos. Pensando nisso, um fazendeiro pode ter encontrado uma maneira inusitada (e um pouco mais ecológica?) de minerar bitcoin usando esterco de vaca.

Philip Hughes, morador do País de Gales, no Reino Unido, decidiu minerar a criptomoeda, mas precisava de energia suficiente para isso e a solução estava no metano extraído no excremento das vacas.

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Vacas para produzir bitcoin?

Para fazer isso, Hughes queima as fezes e coleta o metano exalado. Apesar de estranho, o fazendeiro garante que minerar bitcoin com esterco de vaca é muito mais ecológico do que usar outras formas de energia para isso.

O metano extraído é usado para alimentar um motor seis cilindros que eletrifica sua cripto-mina e converte em dióxido de carbono. O gás emitido pela mistura é sim poluente, mas deve ter um impacto 25 vezes menor do que os métodos tradicionais.

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Por que tanta energia?

A dinâmica de funcionamento do bitcoin é baseada em um alto consumo de energia. Isso porque, para criar uma moeda é preciso de um poder computacional grande.

Dito isso, o fato de grandes players, como a Tesla, entrarem no mercado de bitcoins faz com que o valor da moeda aumente. Para se ter uma ideia, após o anúncio que a companhia de Elon Musk havia investido US$ 1,5 bilhão (em torno de R$ 8 bilhões), o valor da moeda virtual disparou e bateu US$ 48 mil (cerca de R$ 256 mil).

Ou seja, quanto maior a relevância da cripto, maior o interesse do mercado em gerar mais moedas. E isso significa, em última instância, mais energia consumida para a sua mineração.

De acordo com Michel Rauchs, pesquisador do The Cambridge Center for Alternative Finance, o aumento dos valores deve fazer com que o consumo de energia para mineração de bitcoins também aumente. “Isso não é algo que mudará no futuro, a menos que o preço do bitcoin caia significativamente”, afirma o pesquisador.

Via Futurism

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