O Linkedin está em uma longa disputa judicial contra a hiQ Lab para tentar impedir que a empresa rival colete dados públicos de usuários na rede social. Após uma derrota há alguns anos, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou a decisão e devolveu o processo para o tribunal, dando uma nova chance para o Linkedin.

A ação começou em 2017, quando o Linkedin acusou a hiQ de coletar dados de usuários da rede social de forma abusiva. Segundo a plataforma, a empresa usaria essas informações no desenvolvimento de algoritmos que poderiam prever quando os funcionários poderiam deixar seus empregos.

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Linkedin X hiQ

Em contrapartida, a hiQ processou o Linkedin, afirmando que os dados públicos são públicos e que a rede social não pode impedir uma empresa específica de ter acesso. O tribunal concordou com o processo movido pela hiQ e entendeu que a legislação não poderia impedir a companhia de ter acesso aos dados públicos.

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No entanto, uma nova ação o Linkedin afirmou que os bots da hiQ poderiam filtrar e coletar dados de forma que humanos não conseguiriam, tornando o acesso a essas informações possivelmente perigoso. Além disso, alguns desses dados teriam sido colocados à venda.

A suprema corte acatou o recurso do Linkedin e entendeu que a coleta de dados pode quebrar a lei federal anti-hacking, já que a legislação trata especificamente sobre o acesso de humanos. Por tanto, agora o processo volta para os tribunais e ainda está longe de ter uma conclusão.

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