O Japão abrirá em breve uma investigação antitruste com foco na Apple e no Google, com o objetivo checar as negociações entre as empresas americanas e os fabricantes japoneses de smartphones.

Um dos principais objetivos do país é averiguar se as gigantes da tecnologia lidam com as empresas nacionais de maneira honesta e similar a fornecedores estrangeiros. A apuração das práticas das empresas no Japão poderá acarretar no endurecimento das leis antitrustes vigentes no país.

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Estima-se que mais de 90% do mercado de smartphones japonês seja composto pelos sistemas operacionais iOS e Android. Um levantamento feito pela IDC em fevereiro indicou que a Apple foi responsável pela venda de quase 50% de todos os celulares comprados no país no ano passado.

Ilustração das principais big techs: Alphabet, Amazon, Apple, Facebook e Microsoft
Outras gigantes da tecnologia também são alvo de investigações antitruste no mundo todo. Foto: Ascannio/Shutterstock

Investigações antitrustes contra gigantes da tecnologia

O Japão é o mais recente país a abrir uma investigação antitruste com foco na Apple e no Google, que, assim como outras empresas, têm sido alvo de outras apurações no mundo todo, incluindo a União Europeia como um todo.

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O objetivo final dessas investigações globais é reduzir o poder das gigantes da tecnologia. Na Europa, por exemplo, Margrethe Vestager, líder da comissão antitruste europeia, afirmou que a Apple deveria passar a permitir outras lojas de aplicativos em suas plataformas de forma a permitir a concorrência. No comunicado, feito dias atrás, a comissária disse também que gostaria de introduzir uma legislação que aborde questões como essa.

Do mesmo modo, as gigantes da tecnologia estão sob a mira de investigações antitrustes nos Estados Unidos. Também este mês, legisladores do país anunciaram cinco novos projetos de lei como resposta a um relatório feito pelo Comitê Judiciário da Câmera a respeito das práticas adotadas por essas empresas.

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Entre as medidas apresentadas estão a sugestão de tornar ilegal que as companhias operem uma linha de negócios que gere conflito de interesses (por exemplo, a Amazon opera um marketplace, mas ao mesmo tempo vende produtos próprios na plataforma); a aquisição de concorrentes em ascensão; e uma maneira de facilitar que os usuários utilizem plataformas diferentes de forma integrada e alternar facilmente entre elas.

Via: Apple Insider