A flexibilização das normas de segurança da pandemia na Inglaterra mudou de 21 de junho para a possibilidade de ser 19 de julho, por conta da preocupação com uma onda de hospitalizações devido à variante Delta da Covid-19, baseado nos dados mais recentes sobre a proteção oferecida pelas vacinas.

A eficácia da vacina se refere sobre quão bem o imunizante funciona no mundo real. Além disso, os números fornecidos são com relação a resultados bem específicos, como: infecção, doença sintomática, internação hospitalar ou morte.

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Sendo assim, se a vacina contra a Covid-19 é “90% eficaz” contra doenças sintomáticas, isso significa que as pessoas vacinadas têm um risco 90% menor de desenvolver a doença comparado aos que não foram vacinadas. Ou seja, para 100 pessoas não vacinadas que desenvolveram Covid sintomático, só 10 teriam ficado doentes se tivessem sido vacinadas.

Porém, é relevante notar que os números da eficácia da vacina são estimativas dentro de uma faixa de valores possíveis. Assim, a variante Delta – detectada pela primeira vez na Índia – responde por mais de 90% dos novos casos Covid-19 no Reino Unido. A questão é que a situação parece ser um pouco mais resistente às vacinas do que a variante Alfa.

Eficácia das vacinas contra a variante

Em geral, os imunizantes da Covid são mais eficazes contra os casos mais graves, como morte, e menos eficazes contra os menos graves, como infecção assintomática. A confirmação se baseia nos dados coletados para as duas principais vacinas em uso no Reino Unido contra ambas as variantes.

Segundo os dados coletados pela Public Health Scotland e publicados no Lancet, ao menos duas semanas após a segunda dose, a proteção contra infecção caiu de 92% para a variante Alfa e 79% para variante Delta referente a vacina Pfizer/BioNTech, enquanto para a vacina Oxford/AstraZeneca a proteção caiu de 73% para 60%, respectivamente.

Ademais, de acordo com os dados mais recentes da Public Health England (PHE), quatro semanas após uma dose, qualquer uma das vacinas ofereceu quase 50% de proteção contra a variante Alfa. Por outro lado, para a variante Delta, a proteção foi menor, com uma dose da Pfizer resultando cerca de 36% de proteção contra doenças sintomáticas. Assim, para uma dose da vacina AstraZeneca, esse número foi de cerca de 30%.

Depois de duas semanas da segunda dose, as diferenças na eficácia da vacina por variante foram mais modestas, com a Pfizer tendo proteção de 88% contra doença sintomática com a variante Delta, em comparação com 94% de proteção contra a variante Alfa. Já para a vacina AstraZeneca, os números foram de 67% e 74%, respectivamente.

Internações hospitalares

A proteção contra doenças graves é justamente o meio de avaliar a possibilidade de uma nova onda de infecções, sendo uma métrica crucial para os serviços de saúde. 

A análise da PHE informou que a vacina Pfizer teve uma eficácia de 94% contra a admissão hospitalar com a variante Delta, depois de uma dose e 96% após duas doses, enquanto os números para da vacina AstraZeneca são de 71% e 92% respectivamente.

Os dados são semelhantes quando se trata da variante Alfa, para a qual os valores da Pfizer foram 83% (primeira dose) e 95% (segunda dose), e 76% e 86%, respectivamente, para AstraZeneca.

“Trabalho adicional continua em andamento para estabelecer o nível de proteção contra a mortalidade da variante Delta. No entanto, como com outras variantes, espera-se que seja alto”, informou o PHE.

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Fonte: The Guardian

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