Um estudo publicado no European Respiratory Journal afirmou que o teste molecular chamado “Xpert Ultra” possui uma capacidade maior na detecção da tuberculose tanto em pacientes que possuem sintomas, quanto naqueles que ainda se encontram assintomáticos.

Segundo o Medical Xpress, o estudo é de extrema importância, pois a tuberculose é a principal causa de morte por agente infeccioso no mundo. Durante o ano de 2019, estima-se que 1,4 milhão de pessoas morreram em decorrência da doença, enquanto 10 milhões adoeceram.

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Aberto García-Basteiro, um dos autores do estudo, apontou que a maioria dos programas nacionais de controle da tuberculose possuem foco nos casos mais graves da doença, daquelas pessoas que vão até o hospital em busca de tratamento, apesar de existirem diversos casos com nenhum ou poucos sintomas.

O pesquisador relatou que a busca pelo fim da tuberculose só chegará em um resultado quando as ferramentas de diagnóstico forem capazes de identificar os pacientes em estágios iniciais da doença que possuam baixas cargas bacterianas.

Os responsáveis pelo estudo realizaram um teste com cerca de 1,4 mil pacientes. Com base no teste foi possível detectar que o Xpert Ultra desenvolvido há três anos foi consideravelmente mais sensível que seu antecessor Xpert, lançado em 2010.

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“Este estudo é o maior até o momento comparando o desempenho do Xpert Ultra e do Xpert com a mesma amostra de escarro proveniente de atividades diagnósticas de rotina ou de busca ativa de casos”, disse o microbiologista Belén Saavedra.

De acordo com o pesquisador, o teste Ultra é capaz de identificar casos assintomáticos em estágios iniciais, o que seria essencial para as medidas de precaução e para interromper a transmissão da tuberculose em comunidade.

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