O Dia dos Namorados já passou, mas um pouco de romantismo e sensualidade sempre cai bem, não é? Aproveitando a chegada do final de semana, preparamos uma lista de filmes que abordam, direta ou indiretamente, o sexo. Confira a seguir nossa sugestão de dez longas de diferentes estilos e épocas.

Cinquenta Tons de Cinza (Netflix)

Anastasia Steele (Dakota Johnson) embarca nas práticas sadomasoquistas após conhecer o misterioso Grey. Crédito: Universal Pictures/Divulgação

Não é exatamente um primor de história, mas a trilogia cinematográfica – e literária – atiçou a curiosidade de muita gente a respeito de práticas sadomasoquistas. A trama pode ser resumida da seguinte maneira: a estudante de literatura Anastasia Steele (Dakota Johnson) conhece o bilionário Christian Grey (Jamie Dornan). Homem de passado misterioso, ele surpreende a jovem por ter perfil dominador/sádico na cama. As cenas com vendas, amarras, chicotes etc., podem ser um estímulo para quem quer experimentar algo diferente no sexo.

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De olhos bem fechados (Play Store, Apple Filmes, Looke)

À época também um casal na vida real, Nicole Kidman e Tom Cruise são marido e mulher no filme de Kubrick. Crédito: Warner Bros./Divulgação.

Último filme dirigido por Stanley Kubrick, é uma obra sobre sexo e desejo que talvez inquiete mais do que desperte a libido. Dito isso, as conversas do casal Bill (Tom Cruise) e Alice (Nicole Kidman), com os dois se abrindo para falar sobre fantasias e vontades reprimidas podem provocar identificação em muita gente.

Contos Imorais (Mubi, Looke)

Filme de Borowczyk traz quatro histórias em diferentes épocas. Crédito: Mubi/Divulgação

Um dos mais conhecidos trabalhos do polonês Walerian Borowczyk, que ficou conhecido pela sua filmografia erótica, ‘Contos imorais’ é uma antologia de quatro histórias. Pela descrição pode parecer uma típica coletânea de contos sensuais, mas não necessariamente são narrativas picantes. O cineasta parece mais interessado em explorar pontos mais obscuros e não convencionais da sexualidade. Chocou audiências nos anos 1970, hoje chama atenção mais pelo aspecto pitoresco.

Jovem Aloucada (Netflix)

Reprimida no lar por uma família religiosa, protagonista dá vazão aos desejos e relata experiências em blog. Crédito: Netflix/Divulgação

Daquelas produções que frequentemente passam despercebidas na Netflix, o longa de estreia da chilena Marialy Rivas é, como muitos primeiros filmes, cheio de imperfeições, mas pode ser uma descoberta agradável. A trama é baseada na história real de Daniela (Alicia Rodriguez), uma garota de família religiosa resolve relatar suas descobertas sexuais em um blog. Da descoberta da masturbação aos primeiros contatos com outras mulheres, a tragicomédia o desenvolvimento da sexualidade da protagonista.

Ligadas pelo Desejo (Telecine, iTunes)

Gina Gershon e Jennifer Tilly se encaram em cena de Ligadas pelo desejo.
Filme de estreia das irmãs Wachowski, ‘Ligadas pelo desejo’ revela duas cineastas promissoras. Crédito: Spelling Films/Divulgação

Três anos antes de ganharem o mundo com ‘Matrix’, Lana e Lilly Wachowski estrearam na direção com esse divertido suspense erótico. Tina (Gina Gershon) é uma ex-presidiária lésbica que conhece Violet (Jennifer Tilly), namorada de Caesar (Joe Pantoliano), que faz lavagem de dinheiro para a máfia. As duas se apaixonam e planejam roubar dois milhões de dólares que estão aos cuidados de Caesar. Um jovem clássico.

Me chame pelo seu nome (Netflix)

Filme é inspirado em romance de mesmo nome escrito por André Aciman. Crédito: Sony Pictures/Divulgação

Representado aqui de forma sutil e elegante, o sexo aqui tem caráter de descoberta para o Elio (Timothée Chalamet). De férias no interior da Itália, o jovem se descobre atraído por Oliver, o simpático assistente de pesquisa do pai, ao mesmo tempo em que se relaciona também com Marzia (Esther Garrel), uma garota da vizinhança. Marcado à princípio pela tensão sexual, o contato ente Elio e Oliver Misto tem desenvolvimento lento e natural, sendo também uma bonita história de amor.

O império dos sentidos (Mubi)

Ambos casados, Sada e Kichizo vivem romance extraconjugal. Crédito: Mubi/Divulgação

Considerado por muitos como obra-prima do gênero, o filme de 1976 sofreu censura à época em alguns países, incluindo o Brasil. Ambientada no Japão dos anos 1930, a trama acompanha Sada (Eiko Matsuda), que vai trabalhar como criada em um bordel e se envolve com Kichizo (Tatsuya Fuji), o dono do estabelecimento. Intensa, a paixão entre os dois ganha contornos de obsessão por sexo, em alguns momentos também com toques de sadomasoquismo.

Secretária (StarzPlay, Prime Video)

Longa mostra relação profissional se transformando em relacionamento sadomasoquista. Crédito: Prime Video/Divulgação

Antes de ‘Cinquenta tons de cinza’ um homem atormentado de sobrenome Grey (James Spader) inicia uma jovem nos fetiches sadomasoquistas. A mulher em questão, sua secretária Lee (Maggie Gyllenhaal), acaba encontrando na relação de dominação/submissão uma válvula de escape para um relacionamento monótono que tem com o namorado. Longe de ser explícito, o longa explora os aspectos eróticos do relacionamento para além do ato sexual.

Tatuagem (Netflix)

‘Tatuagem’ foi o grande vencedor do Festival de Gramado de 2013. Crédito: Netflix/Divulgação.

O sexo é parte essencial do filme de Hilton Lacerda (‘Fim de Festa’), mas é o afeto que guia os personagens de ‘Tatuagem’. Ambientado no período da ditadura militar no Brasil, o título acompanha Clécio (Irandhir Santos), líder da trupe teatral Chão de Estrelas, que se apaixona pelo soldado Fininha (Jesuíta Barbosa). Desenvolvida como muita naturalidade e cheia de charme, a narrativa é uma ode à liberdade (sexual, inclusive) e ao amor.

Love (Looke, Telecine Play, Now)

Cena de Love, de Gaspar Noé, que exibe casal de protagonistas e outra mulher na cama.
‘Love’, de Gaspar Noé, foi lançado nos cinemas em 3D. Crédito: Imovision/Divulgação

Dos mais explícitos filmes desta lista, ‘Love’ pode chocar os puritanos já nos primeiros segundos, mas se você é puritano, provavelmente não deveria estar lendo este texto. Dirigido por Gaspar Noé (‘Irreversível’), o longa acompanha o cineasta Murphy (Karl Glusman) às voltas com as memórias sexuais de sua relação com sua antiga parceira, Electra (Aomi Muyock). O relacionamento dos dois é recontado a partir de flashbacks repletos de momentos íntimos a dois (ou a três).

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