O vice-presidente da CPI da Covid-19, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), solicitou a convocação dos representantes do Facebook e Google, dono do YouTube, para prestar esclarecimentos sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), divulgadas nas redes sociais. Enviados na última sexta-feira (18), os requerimentos ainda vão passar por votação.

Em um vídeo publicado em ambas as plataformas, Bolsonaro afirmou que contrair o novo coronavírus é mais eficaz que as vacinas contra a doença. O comentário vai contra o consenso atual da comunidade científica, um ano e meio após a pandemia.

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Randolfe lembrou, ainda, que nos Estados Unidos o Facebook baniu as contas do ex-presidente Donald Trump, em razão de seguidas suspeitas sem evidências lançadas sobre o resultado da eleição presidencial americana de 2020.

“Não vamos pedir nada. Queremos saber qual a providência (que será tomada), qual o procedimento, se tem um padrão para os EUA, sede da empresa, e outro para o Brasil. Não é aceitável que qualquer um vá para a rede social, dizer que é melhor se contaminar do que se vacinar, e continuar impune”, explicou Randolfe.

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Segundo o requerimento, a convocação é para explicações sobre o movimento de interrupção de exclusão de conteúdos falsos das duas redes sociais.

Para o senador Humberto Costa (PT-PE), as declarações de Bolsonaro equivalem a confessar um crime.

“Ontem o presidente da República fez uma declaração formal de culpa. Ele já tinha dito isso de várias formas, de maneira velada, mas ontem afirmou claramente. Se nada mais tivéssemos que ouvir, isto por si só incriminaria o presidente da República, em uma “estratégia” que é na verdade um crime de dolo eventual. As plataformas têm obrigação de, em situações como essas, fazer a devida retirada desse conteúdo falso e que induz as pessoas a um comportamento inadequado”, disse.

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), lembrou que as declarações de Bolsonaro prejudicam a campanha de vacinação, custando ainda mais vidas. “Ele continua induzindo as pessoas a não se vacinarem. O que não pode é continuar essa veiculação, porque está matando as pessoas”.

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