A startup financeira de criptomoedas Amber Group tem dois bons motivos para comemorar. Nesta segunda-feira (21), a empresa acaba de anunciar a captação de US$ 100 milhões em uma rodada de financiamento série B. E com o montante arrecadado, a startup, com sede em Hong Kong, chega a uma avaliação de mercado de US$ 1 bilhão.

O aporte foi liderado pelo banco de investimentos China Renaissance e teve participação de outros players de alto perfil, como a Tiger Global Management, Tiger Brokers, Arena Holdings, Tru Arrow Partners, Sky9 Capital, DCM Ventures, Gobi Partners e investidores da Coinbase, que apoiam a Amber Group.

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“Muitos dos novos investidores que vieram nesta rodada oferecem grande amplitude em termos de perspectiva, tendo visto muitas empresas de alto crescimento em setores de rápida evolução indo de 0 para 1 e de 1 para 100”, afirmou o cofundador e CEO da Amber, Michael Wu.

Com o investimento captado, a Amber Group agora é avaliada em US$ 1 bilhão em pouco mais de quatro anos em atividade. Fundada em 2017, a startup operava com algoritmos de machine learning para negociações quantitativas, mas no mesmo ano passou a focar suas operações em negociações de criptomoedas. Um grande acerto.

Isso porque, de lá para cá, o universo dos criptoativos cresceu desenfreadamente e foi adotado por grande parte dos investidores. Não à toa, os investimentos de capital de risco em startups e blockchains de criptomoedas totalizaram US$ 14 bilhões apenas no segundo trimestre de 2021, de acordo dados da PitchBook. Em contrapartida, os aportes no mesmo período do ano passado foram de “apenas” US$ 600 milhões.

Foto de funcionários da Amber Group
Amber Group celebra o cenário positivo de investimentos em startups de criptoativos. Foto: Amber Group/Divulgação

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Aquisições

O montante arrecadado pela Amber Group reforça o poder de fogo da startup em busca de crescer ainda mais no mercado. E Wu não esconde quais devem ser os próximos passos: o aporte será usado para “contratações mais agressivas” e aquisições estratégicas em áreas como a segurança cibernética.

Também são estudadas compras de empresas que possuam licenças regulatórias em certas jurisdições, tendo em vista que não há uma regulamentação única de controle sobre os ativos — que pode variar de acordo com a localidade —, o que faz com que as questões regulatórias sejam cada vez mais debatidas pelos mercados globais.

Além disso, os investimentos arrecadados e o bom momento da startup reforçam a perspectiva de bons horizontes para a Amber Group. A companhia projeta uma receita de US$ 500 milhões até o fim de 2021, o que deve potencializar seu alcance e suas operações no universo das criptomoedas.

Fonte: CNBC

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