Um cometa gigante que estava bem além de Netuno, está se dirigindo para o interior do nosso sistema solar. Estimativas de astrônomos apontam que o objeto, que foi batizado de 2014 UN271, chegará tão perto do Sol quanto Saturno nos próximos 10 anos.

2014 UN271 tem algumas peculiaridades. Uma delas é o seu tamanho, estimado em até 200 quilômetros de largura. Para fins de comparação, um grande cometa, como o Hale-Bopp, que visitou o sistema solar em meados dos anos 1990, tem 50 quilômetros de largura. Já o icônico cometa Halley, que é relativamente pequeno, tem apenas oito quilômetros de largura.

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Objeto Transnetuniano

Plutão, que já foi planeta, é o maior objeto transnetuniano conhecido. Crédito: CC0 Domínio público/Px Here

O 2014 UN271 é o que os astrônomos chamam de objeto transnetuniano, que é uma classe de objetos que orbitam o Sol além de Netuno e vêm em uma variedade de formas, tamanhos e órbitas. Alguns deles são bem grandes: o principal deles é Plutão, com seus 2.400 km de largura, que é a distância aproximada entre as cidades de São Paulo e Caruaru, em Pernambuco.

O novo objeto, especificamente, tem um período orbital (o tempo que leva para completar um volta ao redor do sol) de nada menos que 600.000 anos. A única razão pela qual só foi encontrado agora é porque está a cerca de 3 bilhões de quilômetros da Terra. Foi por essa “curta” distância também que foi possível para os astrônomos estimar com maior exatidão o seu tamanho. 

Muitas incertezas

Ainda não se sabe, porém, do que o 2014 UN271 é feito. Especula-se, com base no que se sabe sobre os objetos transnetunianos, que a composição seja uma mistura de gelo e rocha, além de outros compostos congelados, como dióxido de carbono, metano e nitrogênio. Em relação ao formato, ele é muito pequeno para ser redondo, portanto, é muito provável que seu formato seja bastante irregular.

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O 2014 UN271 nunca passará a menos do que 1,5 bilhão de quilômetros de nós, o que significa que ele não apresenta nenhum risco de colisão com o nosso planeta.

A distância é tanta que ele não não pode, por exemplo, ser visto a olho nu, mesmo sendo grande. Por enquanto, sua visualização exige grandes telescópios, como o Hubble, da Nasa, que está fora de operação desde a semana passada.

Com informações do SyFy

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