As vendas de motos elétricas têm ganhado força em todo o mundo, mas a RV400 da Revolt Motors é, claramente, um caso atípico. A marca indiana se beneficiou dos subsídios do governo federal através do FAME II, programa de incentivo a compra de elétricos, para baratear ainda mais o veículo – que esgotou em apenas 2 horas.

Poucos lugares no mundo registram tanto tráfego em duas rodas do que a Índia. Portanto, incentivar a gigantesca população a mudar para motos elétricas tem sido um dos principais objetivos do governo local. O investimento na Revolt Motors fez com que a produção da RV400, que havia sido interrompida por falta de estoque, retornasse a um preço ainda mais acessível: 90 mil rupias (cerca de R$ 6 mil).

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Marca popular de motos elétricas reabre pedidos, mas fecha novamente 2 horas depois após esgotar. Imagem: Revolt Motors/Divulgação
Marca popular de motos elétricas reabre pedidos, mas fecha novamente 2 horas depois após esgotar. Imagem: Revolt Motors/Divulgação

Pelo preço razoável, os “motoqueiros” adquirem uma motocicleta elétrica de 85 km/h com um motor de tração média contínua de 3 kW. O veículo chega equipado com bateria removível de 72V e 45Ah com capacidade de 3,24 kWh – o que é suficiente para fornecer autonomia de 150 km no modo econômico (ECO) ou até 80 km no modo SPORT.

As grandes rodas de 17″ da RV400 foram desenvolvidas exclusivamente para a variedade de superfícies das estradas na Índia e são adequadas para lidar com terrenos imprevisíveis melhor do que outras scooters.

Outro destaque da motocicleta elétrica é o peso. O veículo é bastante leve e pesa apenas 108 kg, mesmo oferecendo assentos para duas pessoas. De acordo com a marca no site oficial, a moto provou ser uma das melhores alternativas eficientes aos veículos de duas rodas movidos a gás na Índia.

RV400 teve todas as unidades vendidas em apenas 2 horas. Imagem: Revolt Motors/Divulgação
RV400 teve todas as unidades vendidas em apenas 2 horas. Imagem: Revolt Motors/Divulgação

A Índia se tornou líder no mercado de motos elétricas leves, e muitos na indústria estão de olho no dia em que as empresas do país se expandirão para oferecer exportações à outras nações.

E a verdade é que já tem empresas de olho nos principais mercados internacionais, como a Ola Electric, por exemplo, que está construindo uma fábrica projetada para produzir 2 milhões de scooters elétricas por ano, mirando uma produção final de 10 milhões. A startup já está planejando exportar um número significativo desses veículos de duas rodas para fora da Índia, o que a tornaria uma das primeiras empresas locais a vender motos elétricas internacionalmente.

O efeito contrário também ocorre: empresas internacionais procuram entrar no mercado indiano. A rede de baterias substituíveis e scooters elétricos taiwanesa, Gogoro, fechou recentemente um acordo com a Hero MotoCorp, maior fabricante mundial de motocicletas, para atuar no país.

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Fonte: Electrek

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