O ministro da Saúde do Chile, Enrique Paris, confirmou nesta quinta-feira (24) o primeiro caso da variante Delta do coronavírus no país em uma paciente proveniente dos Estados Unidos.

Os chilenos têm enfrentado uma segunda onda de infecções nos últimos meses, apesar de um dos programas de vacinação mais avançados da América Latina contra o vírus. Após cinco meses, 80% da população foi vacinada contra a Covid-19.

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“Esse vírus foi sequenciado e, infelizmente, foi mostrado que ele tem uma variante Delta, que como vocês sabem é muito contagiosa do que as variantes que tínhamos até agora”, disse Paris em um discurso ao Congresso. O ministro ainda alertou que a variante pode se tornar dominante nos próximos meses.

O ministro ainda informou que a variante foi detectada em uma mulher de 43 anos, natural da cidade de Talca, no sul do país. A paciente foi imediatamente isolada pelo sistema de vigilância após chegar em um voo dos Estados Unidos.

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A variante Delta da Covid-19, identificada pela primeira vez na Índia, é apontada como mais letal e mais contagiosa por autoridades de saúde e vem provocando uma explosão no número de novos casos em vários países.

Algumas preocupações foram levantadas sobre se as vacinas, usadas pelo programa de inoculação, serão tão eficazes contra a variante. Quase 80% das doses já aplicadas no país são da vacina da fabricante chinesa Sinovac, que é bastante eficiente para evitar casos graves da doença, mas não tanto para barrar a transmissão.

Segundo o ministro, a variante aumenta a possibilidade de hospitalização, bem como de reinfecção, mas acrescentou que até agora as vacinas utilizadas no país protegem contra sintomas graves da doença.

“Os estudos que já foram feitos com qualquer tipo de vacina mostram que ela é sensível e mesmo com a primeira dose os resultados são positivos”, acrescentou Paris.

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