Uma investigação da emissora de televisão britânica ITV revelou que um depósito da Amazon na cidade de Dunfermline, na Escócia, destrói mais de 130 mil itens não vendidos por semana. Entre o material descartado, estão produtos muito desejados, como MacBooks, TVs, jóias, fones de ouvido, livros e máscaras PFF2 para prevenção da Covid-19, que são mostrados em filmagens sendo levados em caixas com a marcação “destruir”.

Segundo um ex-funcionário da empresa, que preferiu não se identificar, os trabalhadores têm uma meta semanal, que é de 130 mil itens levados para descarte. A informação foi corroborada por um memorando interno, que foi acessado pela ITV, que mostrou que, em abril de 2021, nada menos do que 124 mil itens foram marcados para serem destruídos. Nesta mesma semana, outros 28 mil produtos foram destinados para doação.

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Essa mesma pessoa afirmou que pelo menos metade dos itens destinados à destruição ainda estavam embalados, enquanto a outra metade eram itens que foram devolvidos por clientes, mas ainda estavam em boas condições.

Isso significa que mais de 6 milhões de itens podem ser destruídos por ano em apenas um armazém da Amazon. Mas essa não é uma exclusividade da unidade de Dunfermline, já que, em 2019, repórteres franceses descobriram que a Amazon destruiu mais de 3 milhões de produtos em um único ano em um armazém no país.

Um porta voz da empresa garantiu que existe um trabalho em direção a uma meta de descarte zero de produtos e a prioridade é revender, doar para organizações de caridade ou reciclar produtos não vendidos.

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