Aparentemente, Marte tem bem mais lagos em seu polo sul do que imaginávamos, segundo um novo estudo feito por cientistas ligados à Nasa. De acordo com eles, pode ser que existam “dúzias” de corpos de água bem grandes sob a superfície do planeta vermelho.

O estudo pegou dados já publicados pela própria Nasa anteriormente, que indicavam as descobertas de quatro lagos distintos – todos com aproximadamente 10 quilômetros (km) de extensão. Esses dados são constantemente revisados a fim de refletirem atualizações de pesquisas já feitas.

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Imagem de radar mostra que Marte pode ter dúzias de lagos de água em seu pólo sul, embora hipótese ainda não esteja confirmada
Os pontos coloridos representam novos reflexos de possíveis corpos de água no radar da Nasa. A variação de cores refere-se à profundidade onde foram encontrados. Imagem: Nasa/Divulgação

Neste caso, porém, a informação ainda não é confirmada: segundo Aditya Khuller e Jeffrey Plaut (respectivamente, doutoranda da Universidade Estadual do Arizona e investigador chefe do Laboratório de Propulsão a Jato – JPL – da Nasa), foram identificadas “dezenas de reflexos” de radar similares aos quatro lagos já conhecidos – alguns bem próximos da superfície, teoricamente fria demais para suportar água em estado líquido.

“Não estamos certos de que esses sinais sejam de água ou não, mas eles aparentam ser bem mais espalhados do que os estudos anteriores indicavam”, disse Plaut, em comunicado. “Ou água líquida é comum sob o pólo sul de Marte, ou esses sinais são indicadores de alguma outra coisa”.

Em 2018, pesquisadores da Nasa analisaram dados coletados pela nave europeia Mars Express, identificando o primeiro lago. Pouco tempo depois, um segundo time, usando os mesmos dados e instrumentos, encontrou outros três exemplos de água na mesma região.

Sobre os novos sinais, ainda não se sabe o que teria mantido os lagos – se é que são lagos – em forma líquida em uma região onde isso não deveria acontecer. Uma hipótese considerada é o volume de atividade vulcânica. “Entretanto, nós não vimos nenhuma evidência forte de vulcanismo no pólo sul”, disse Khuller.

A nova pesquisa foi publicada no jornal “Geophysicial Research Letters”. Segundo os dois pesquisadores, os resultados não devem permanecer um mistério por muito tempo.

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