Ainda acha que o compromisso das montadores e fabricantes de automóveis de abandonar motores à combustão até 2030 é algo radical? Isso não é nada. Recentemente, a Hyundai reafirmou seu compromisso com os “carros voadores” (eVTOL), afirmando que eles serão uma realidade nas cidades de todo o mundo até o fim da década.

Ao jornal britânico The Guardian, Michael Cole, chefe das operações europeias da marca coreana, disse que a Hyundai fez “investimentos significativos” na área de veículos voadores e que a empresa acredita “que realmente faz parte do futuro”.

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No entanto, antes que você comece a ter a ideia de que o próximo Elantra vai ter um par de asas, provavelmente é preciso esclarecer algumas coisas. Os veículos que voam em questão são os táxis aéreos (semelhante ao projeto da Embraer), ao invés de carros de passageiros regulares, pelo menos no futuro próximo. De qualquer modo, será uma conquista imensa se a Hyundai conseguir tal feito até 2030, algo que Cole aparentemente se arrependeu ao afirmar, visto que admitiu logo após na entrevista que “ainda falta algum tempo antes que possamos realmente começar [com os projetos]”.

eVTOL
Os eVTOLs, popularmente chamados de “carros voadores”. Imagem: Shutterstock

Mas, talvez não tanto tempo assim. “Acreditamos que, na última parte desta década, certamente, a mobilidade aérea urbana oferecerá uma grande oportunidade para liberar o congestionamento nas cidades, para ajudar com as emissões, seja a mobilidade intraurbana no ar ou seja entre as cidades”, explicou Cole ao jornal.

O prazo de 2030 parece curto, porém ainda é pouco mais pessimista do que o apresentado pelo CEO da Hyundai North America, Jose Munoz, no fim do ano passado. Ele afirmou que a empresa pode estar pronta para voos de clientes a partir de 2025.

A empresa financeira Morgan Stanley calcula que o mercado de eVTOLs possa valer cerca de US$ 1 trilhão até 2040. A Hyundai prometeu investir US$ 1,5 bilhão nos carros voadores de 2019 até 2025. Marcas como Toyota, Daimler e Geely são outras que também estão de olho nesta nova corrida tecnológica.

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Fonte: The Guardian

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