Após dois adiamentos a SpaceX lançou nesta quarta-feira (30) a missão Transporter-2, carregando 88 satélites a bordo. O foguete Falcon 9 B1060 decolou em seu oitavo voo às 16h30 (horário de Brasília) a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40 (SLC-40) na Estação da Força Espacial dos EUA em Cabo Canaveral, na Flórida.

Ao contrário de missões anteriores, que pousaram em balsas autônomas no litoral da Flórida, desta vez o foguete pousou em terra firme, na Área de Pouso 1 (LZ-1, Landing Zone 1) também na Estação da Força Espacial dos EUA em Cabo Canaveral, próxima ao local de onde partiu.

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A Transporter-2 é a segunda missão “rideshare” da SpaceX, em que vários satélites de diferentes consumidores pegam carona em um mesmo foguete, reduzindo o custo do lançamento. 54 deles pertencem a empresas e instituições dos EUA, incluindo três satélites Starlink e 28 satélites da constelação SpaceBee, da Swarm Technologies.

Além deste, também há satélites de outros 15 países: Islândia, Itália, Argentina, Alemanha, Bélgica, Nova Zelândia, Suíça, Inglaterra, Emirados Árabes Unidos, Luxembrugo, Tailândia, Espanha, México, Kuwait e Bulgária.

Pedidos por menos regulamentação

Uma tentativa anterior de lançamento da Transporter-2 nesta terça-feira (29) foi interrompida aos 11 segundos da contagem regressiva, devido a um helicóptero que entrou na zona de exclusão definida pela FAA (agência que regulamenta a aeronáutica nos EUA) para o lançamento.

Irritado, Elon Musk, fundador e CEO da SpaceX, reclamou no Twitter: “Infelizmente, o lançamento está cancelado para hoje, pois uma aeronave entrou na ‘zona de exclusão’, que é absurdamente gigantesca”, escreveu Musk no microblog. “Simplesmente não há como a humanidade se tornar uma civilização espacial sem uma grande reforma regulatória”, acrescentou, reclamando que “o sistema regulatório atual está quebrado.”

Esse é mais um exemplo de Musk criticando os regulamentos, muitos dos quais foram estabelecidos muito antes de as empresas privadas começarem a enviar satélites para a órbita.

De acordo com a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), que fiscaliza os requisitos regulamentares para lançamentos comerciais, o incidente, que envolveu um helicóptero, está sendo investigado.

“O sistema funcionou e manteve as pessoas seguras”, disse a FAA em um comunicado. “Um helicóptero operado por particulares violou uma área restrita nos segundos finais antes de um lançamento programado na Estação da Força Espacial do Cabo Canaveral, na Flórida, esta tarde. Os controladores de tráfego aéreo imediatamente orientaram o piloto a deixar a área. Por motivos de segurança e proteção, o lançamento foi suspenso até amanhã”, oficializou a agência.

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