Até o momento, há poucos estudos sobre a combinação de doses de vacinas diferentes, mas o processo já é feito em alguns lugares principalmente com grávidas que receberam o imunizante da AstraZeneca. Agora, um ensaio clínico preliminar concluiu que a mistura pode ser eficaz.

A maioria das vacinas requer duas doses para ter seu efeito totalizado, mas alguns postos de vacinação já registraram problemas com falta de imunizantes para a segunda aplicação. O estudo liderado pela Universidade de Oxford recrutou mais de 800 participantes de todo o Reino Unido para investigar os efeitos de dar às pessoas uma mistura de produtos diferentes.

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Os resultados preliminares mostram que dar para os pacientes uma combinação de doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca é seguro e também possui uma proteção bastante eficaz contra a Covid-19. Apesar disso, a ordem das vacinas também importa. Tomar a vacina AstraZeneca seguida pela Pfizer resultou em um aumento notável de anticorpos contra a proteína spike do coronavírus em comparação com o uso da vacina AstraZeneca para ambas as doses ou da Pfizer seguida pela AstraZeneca.

A próxima etapa da pesquisa é analisar qual o melhor intervalo entre as doses. Resultados de uma pesquisa anterior, feita na Espanha, já indicava que a vacina da Pfizer poderia fornecer uma proteção complementar aos imunizados com o produto da AstraZeneca.

Combinação de vacinas

A funcionalidade da mistura de vacinas diferentes tem relação direta com a forma como elas agem no organismo. A da Pfizer empacota o código genético para a proteína spike do coronavírus em nanopartículas de gordura. A AstraZeneca fornece o mesmo código genético, mas usa uma forma enfraquecida de um vírus do resfriado comum (um adenovírus) de chimpanzés para transportar o código para as células.

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O especulado é que ao tomar a vacina da AstraZeneca seguida da Pfizer, a resposta imune não ocorra apenas na proteína Spike, mas também nos transportadores usados para entregar o código para ela. É isso que pode resultar em uma proteção elevada.

É importante ressaltar que o estudo analisou apenas uma combinação com dois tipos específicos de vacinas diferentes e que mais pesquisas precisam ser feitas com outros imunizantes. Além disso, o material ainda precisa passar por revisões.

Via MedicalXpress

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