Um cometa gigante recém-descoberto nos confins do sistema solar pode ser até 1.000 vezes mais massivo do que um cometa comum. Isso faz com que o corpo celeste seja potencialmente o maior desse tipo já registrado na história recente.

O objeto foi oficialmente designado como um cometa no último dia 23 de junho, e recebeu dois nomes, um técnico, que é C/2014 UN271 e um outro mais coloquial, Bernardinelli-Bernstein. Este segundo é uma homenagem aos seus dois descobridores, o estudante Pedro Bernardinelli da Universidade da Pensilvânia e o astrônomo Gary Bernstein.

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Os astrônomos estimam que este gigante gelado tenha de 100 a 200 quilômetros, em uma estimativa que é bastante aproximada. Contudo, ele permanece muito distante da Terra, tendo seu tamanho calculado com base na quantidade de luz solar refletida por ele. Para fazer uma abordagem mais exata, os pesquisadores precisarão aguardar até 2031, quando ele passará mais perto da Terra.

Não tão perto…

Apesar que “perto” é uma palavra meio forte para definir a distância que o cometa terá da Terra daqui 10 anos, já que ele ainda estará a 11 unidades astronômicas (UA) do nosso planeta. Essa é mais ou menos a mesma distância entre o sol e a órbita média de Saturno, que é o sexto planeta mais distante da nossa estrela. 

Bernstein declarou se sentir um privilegiado de ter descoberto aquele que, talvez, seja o maior cometa já registrado. Além disso, o astrônomo acredita ter capturado o corpo celeste cedo o suficiente, o que possibilitará estudar sua evolução à medida que o cometa se aproxima do nosso Sol.

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O C/2014 UN271 foi visto pela primeira vez em imagens de arquivo da Pesquisa de Energia Escura, tiradas em 2014. O cometa brilha em uma magnitude 20, o que faz com que ele fique fora do alcance da maior parte dos telescópios de astrônomos amadores. Para efeito de comparação, objetos que podem ser vistos a olho nu no escuro têm magnitude 6 ou 7.

Porém, nem mesmo daqui 10 anos será possível visualizar este gigante gelado a olho nu, sendo necessários telescópios muito grandes para possibilitar a visualização. Essa será a primeira passagem do Bernardinelli-Bernstein a essa distância da Terra em mais de três milhões de anos.

Com informações do Space

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