As gigantes da tecnologia Apple e a Intel devem ser as primeiras do mercado a garantir o uso de uma nova tecnologia de fabricação de chips em parceria com a taiwanesa Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC).

Conforme o reportado pelo portal de notícias Nikkei Asia nesta sexta-feira (2), ambas estão testando seus respectivos projetos para desenvolver chips de próxima geração fabricados em 3 nanômetros.

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Segundo a publicação, um dos modelos de iPad lançado em 2022 será o primeiro dispositivo a vir equipado com o ‘SoC’ (System-on-a-chip, ou, em português, sistema-em-um-chip) mais avançado.

A produção comercial em larga escala está prevista para começar apenas no segundo semestre do ano que vem. A TSMC afirma que a nova tecnologia pode aumentar o desempenho dos processadores em até 15% em comparação com a fabricação em 5 nm, enquanto reduz o consumo de energia em até 30%.

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Em resumo, quanto menor o chip, menores são os seus transistores, o que significa que todo o design pode ser “encolhido”. A redução permite integrar ainda mais transistores, o que, por sua vez, significa mais cálculos possíveis e um desempenho superior.

Também há uma vantagem no consumo de energia. Apesar do aumento na contagem de transistores, componentes menores precisam de menos energia para funcionar, logo a eficiência aumenta. Algo muito útil para dispositivos que precisam ser alimentados por baterias, como smartphones, tablets e laptops.

Parceria da Intel com a TSMC

Processador Intel
Intel utiliza o mesmo processo de fabricação nos seus processadores para desktop desde 2014. Imagem: Victor Maschek/Shutterstock

A Intel está trabalhando com a TSMC em pelo menos dois projetos de processadores para notebooks e servidores. Uma tentativa da empresa de tornar os seus chips mais competitivos para recuperar a fatia de mercado que perdeu para sua rival AMD e Nvidia nos últimos anos.

O novo CEO da empresa, Pat Gelsinger, quer que a Intel seja mais agressiva no futuro. Contudo, as CPUs ‘Rocket Lake-S‘ de 11ª geração para desktops, ainda utilizam o mesmo processo de 14 nanômetros, usado pela primeira vez em 2014.

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