Os casos de dengue em São Paulo triplicaram no primeiro semestre do ano quando comparados ao número de infectados do ano todo em 2020.  Segundo informações da Agência Brasil, o boletim epidemiológico da prefeitura apontou que até o final de junho foram confirmados 6.551 casos de dengue, enquanto nos 12 meses do ano passado foram 2.026 registros da doença.

Só em abril, mais da metade dos casos (3.091) foram confirmados. Já em junho foram 331. Entretanto, ao contrário do ano passado, que registrou uma morte por dengue, até o momento nenhum paciente veio a óbito devido a doença.

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médico segura exame positivo de dengue
Casos de dengue em São Paulo triplicam no primeiro semestre em relação a todo ano de 2020. Imagem: Jarun Ontakrai/iStock

A zona norte da cidade é onde se concentram mais casos do mosquito Aedes aegypti. A Vila Nova Cachoeirinha tem a maior incidência de casos, com registros de 252,6 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. Na Brasilândia 287 casos foram confirmados, com uma incidência de 101,2 contaminações a cada 100 mil habitantes.

Na Cidade Tiradentes, na zona leste, o banco de dados registrou 103 ocorrências por grupo de 100 mil pessoas, totalizando 245 casos. Já em São Miguel Paulista foram 116,8 casos por 100 mil, com um total de 104 contaminações.

Para a prefeitura de São Paulo a alta nos casos acontece devido a sazonalidade da doença, que ocorre em ciclos de um ou dois anos após dois ou três anos com baixa nas ocorrências.

“O último ano epidêmico, tanto no município como no estado de São Paulo e Brasil, foi o de 2015. Em 2019, houve aumento nas notificações e casos confirmados, porém, com média transmissão na capital, o que em 2020 não foi observado, pois houve baixa transmissão”, informou a Secretaria Municipal de Saúde.

Em 2015, último ano considerado epidêmico, foram confirmados 103,1 mil casos de dengue no município. Neste ano, até maio, os registros já apontavam 106,3 mil casos confirmados da doença.

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A prefeitura tem tentado combater a dengue com medidas de controle na disseminação, como a limpeza de córregos e bueiros, principalmente nas zonas mais afetadas de São Paulo.

“Essa ação de rotina sistematizada, faz o município de São Paulo, juntamente com a rede articulada, agir rapidamente e manter os menores índices de casos do estado”, concluiu a prefeitura.

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