Os oceanos desempenham um papel crucial para o ciclo do carbono na Terra. Conforme a água do mar se move, por exemplo, ela pode armazenar e transportar moléculas de carbono em abundância.

No entanto, duas questões permanecem: quais são as fontes e o destino desse carbono orgânico dissolvido (‘dissolved organic carbon‘ ou DOC) nos mares? Segundo os especialistas, ainda há muito a aprender sobre essa dinâmica complexa.

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A datação por radiocarbono de amostras de água do mar dá suporte para uma hipótese, a de que as fontes hidrotermais podem ser uma fonte de carbono orgânico nos oceanos. A princípio, era dito que os organismos que vivem nas águas superficiais produziam a maior parte do DOC marinho.

Para encontrar respostas, pesquisadores coletaram mais amostras de vários locais. O caminho os levou até uma área de alta atividade hidrotérmica na costa oeste da América do Sul.

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A datação das amostras permitiu construir um perfil da quantidade de carbono inorgânico dissolvido (‘dissolved inorganic carbon‘, ou DIC) para cada local estudado.

A análise do material revelou que ambas as formas de carbono envelhecem da mesma forma, e então são transportadas para o norte em águas profundas. Segundo os pesquisadores, o transporte ao norte é o principal fator que controla a composição das duas formas de carbono nos mares.

Enquanto isso, os dados específicos sobre as fontes hidrotermais indicam que elas também podem contribuir com o carbono orgânico dos oceanos. Por fim, as descobertas ainda apontam que um tipo de micróbio (os quimiotróficos) pode “comer” e converter com sucesso o carbono inorgânico em orgânico.

Fonte: Phys.org

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