De acordo com um levantamento feito pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo morreram de Covid-19. Três países lideram o triste ranking: Estados Unidos, com 606 mil mortes, que corresponde a 15% do total global, Brasil e Índia.

Segundo informações da CNN, o número global de mortes ultrapassou 1 milhão em 18 de setembro de 2020, 191 dias após a Organização Mundial da Saúde declarar o estado de pandemia global. Dentro de 115 dias o número de mortos atingiu 2 milhões, em 88 dias ultrapassou os 3 milhões e em mais 89 dias chegou ao número atual de 4 milhões.

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Durante a semana passada, uma média de 7.900 mortes de Covid-19 foram relatadas a cada dia, segundo dados da universidade. O número é 46% menor se comparado a janeiro, onde o pico global era de mais de 14.700 mortes por dia. Entretanto, é 57% maior do que o ritmo de cerca de 5.000 mortes diárias nesta mesma época no ano passado.

Kit Covid. Imagem: Shutterstock
Covid-19 já matou mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo, diz relatório. Imagem: Shutterstock

Variante Delta é responsável por novos casos

Hoje, os Estados Unidos e a Europa vivem uma queda nas mortes devido o empenho do governo nas campanhas de vacinação. Por outro lado, a Indonésia vive surto, enquanto as autoridades tentam obter vacinas suficiente para toda a população, que é uma das maiores do mundo.

A variante Delta é uma das responsáveis pelo aumento dos casos em algumas regiões. Nos EUA, segundo estimativas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), mais da metade dos casos existentes é resultado da infecção pela cepa.

Na última sexta-feira (2), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a variante Delta, predominante em Portugal, já está presente em 98 países, com isso, a instituição alertou que o mundo está diante de um “período muito perigoso da pandemia” de Covid-19.

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Para muitos especialistas, o número global de mortes por Covid-19 ainda é maior dada a dificuldade de rastrear com precisão a disseminação do vírus. Em nota, o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, alertou que a pandemia “está longe de acabar”, já que a propagação do vírus supera a produção de vacinas.

“As vacinas oferecem um raio de esperança – mas a maior parte do mundo ainda está nas sombras. O vírus está ultrapassando a distribuição da vacina”, disse ele, que convocou uma “Força-Tarefa de Emergência” para aumentar a produção dos imunizantes de forma que garanta a distribuição equitativa, além de medidas que também combatam a hesitação vacinal.

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