Em algum ponto de 2017 o Facebook atualizou sua política de moderação no Curdistão, no entanto, a nova orientação não foi cumprida após não ser repassada para os moderadores da plataforma. Em janeiro a rede social removeu uma publicação de Abdullah Öcalan, membro fundador do Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

Depois disso, o grupo recorreu para o Conselho de Supervisão, um órgão independente, mais financiado pelo Facebook, criado para julgar decisões da plataforma. O conselho entendeu que a publicação não deveria ter sido removida, já que criticava justamente a prisão em confinamento solitário de Öcalan, prática que a ONU já posicionou contra.

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Foi então que o Facebook percebeu que já havia criado uma orientação sobre o tema, há três anos, que “permite a discussão sobre as condições de confinamento para indivíduos designados como perigosos”. A rede social modificou sua política de Organizações e Indivíduos Perigosos para evitar esses conflitos.

Política de moderação do Facebook

“Se o conselho não tivesse selecionado este caso para revisão, a orientação teria permanecido desconhecida para os moderadores de conteúdo e uma quantidade significativa de expressão de interesse público teria sido removida”, diz a decisão do conselho. “O conselho está preocupado com o fato de que orientações específicas para moderadores sobre uma exceção de política importante foram perdidas por três anos”, completa ainda.

“O Conselho acredita que o erro do Facebook pode ter levado a muitas outras postagens sendo removidas indevidamente e que os relatórios de transparência do Facebook não são suficientes para avaliar se esse tipo de erro reflete um problema sistêmico nas políticas de moderação”, finaliza a decisão.

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