A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) está se preparando para instalar o sistema de escape na cápsula Orion que fará uma viagem à Lua no final deste ano. O sistema é basicamente um foguete instalado no topo da cápsula: em caso de anomalia no lançamento ele é acionado, separando a cápsula do foguete principal (o SLS) e a levando para uma distância segura.

Em um post no Twitter, a equipe de sistemas de solo (NASA’s Exploration Ground Systems) da Nasa divulgou fotos da chegada da Orion no Launch Abort System Facilty (LASF), hangar onde o sistema de escape será instalado.

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O conjunto fará uma viagem não tripulada na missão Artemis I, programada para outubro deste ano, que será um teste crucial do programa de exploração lunar.

Durante o voo a cápsula dará uma volta ao redor da Lua, carregando sensores e manequins humanóides para medir níveis de radiação e stress no espaço profundo.

Entre os passageiros estará o Capitão Moonikin Campos, que foi recentemente batizado em homenagem a um engenheiro da missão Apollo 13.

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Após a Artemis I a missão Artemis II, programada para 2023, levará astronautas ao redor da Lua. Um pouso tripulado, na Artemis III, está programado para 2024. A Nasa ainda não definiu quais dos dezoito astronautas do programa Artemis voarão em cada missão. 

Entretanto, está definido que um astronauta canadense será parte da tripulação da Artemis II. A decisão é um gesto de gratidão pelo compromisso do país em construir um braço robótico, chamado Canadarm3, que será usado na futura estação espacial Gateway, que será construída em órbita da Lua.

O foguete está pronto

Recentemente, a Nasa terminou de montar os módulos que compõem o foguete SLS, que será usado nas missões do programa Artemis. Os engenheiros da agência instalaram o estágio central do foguete, que tem 65 metros de altura, entre seus propulsores auxiliares no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos.

O SLS é mais alto que a estátua do Cristo Redentor, sem contar o Morro do Corcovado. Crédito: Nasa/Divulgação

O SLS tem uma altura maior que a da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, sem contar o Morro do Corcovado. Seu peso é de nada menos que 2,60 milhões de quilos, segundo dados divulgados pela Nasa. Esse tamanho e robustez se dá por conta da necessidade de produção de um empuxo de quatro milhões de quilos para conseguir deixar a órbita da Terra.

Além de estabelecer as primeiras colônias na Lua, o programa Artemis também terá a função de fornecer à Nasa dados e informações que poderão apontar para a possibilidade ou não de missões tripuladas a Marte, além da eventual construção de colônias no Planeta Vermelho.

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