De acordo com um novo estudo publicado esta semana no Plos One, uma simples foto tirada de uma câmera padrão de celular pode rastrear sintomas de anemia e apontar índices de hemoglobina no sangue. Segundo informações do Medical Xpress, existe uma necessidade de ferramentas baratas, acessíveis e não invasivas para o diagnóstico da doença, e isso impulsionou a equipe de cientistas a desenvolver um novo método.

De acordo com estudos anteriores, um dos sintomas de uma pessoa com anemia é a cor amarelada do interior da pálpebra inferior. Assim, os pesquisadores avaliaram 142 imagens de pálpebras tiradas pelo celular, ampliaram uma pequena região da conjuntiva em cada foto e desenvolveram um novo algoritmo que otimizou a resolução de cores e criou um modelo de predição ligando a cor da conjuntiva com a pele, e também com o branco dos olhos. Tudo isso comparado aos níveis de hemoglobina identificados na imagem.

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Em seguida, em uma fase dois dos testes, a equipe aplicou os novos algoritmos em fotos coletadas de 202 novos pacientes.

Pesquisadores desenvolvem algoritmo capaz de diagnosticar anemia através de fotos de celular. Imagem: Plos One

Os resultados apontaram que o modelo de algoritmo criado foi 72,6% preciso, 72,8% sensível e 72,5% específico na previsão da anemia. A precisão nos índices de hemoglobina – limiares de transfusão alta e baixa – também foram satisfatórios, alcançando 94,4% e 86% de assertividade, respectivamente. Além disso, diferentes tons de pele não afetaram os resultados.

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O projeto sugere uma alternativa para detectar anemia a partir de aplicativos de foto em smartphones. A doença, que afeta cerca de 5,6% dos americanos e mais de 25% da população global, é um fator de risco significativo quando grave, e também pode indicar outras doenças, como leucemia.

“Imagens da superfície vascular da pálpebra inferior obtidas por uma câmera de smartphone podem ser utilizadas para estimar a concentração de hemoglobina no sangue e prever anemia, que é uma condição de saúde séria que atinge bilhões de pessoas em todo o mundo com um efeito desproporcional em países em desenvolvimento. A técnicas não invasiva para detectar anemia abre a porta para uma ampla triagem, diagnóstico precoce e tratamento, particularmente em locais com poucos recursos, onde o acesso aos cuidados de saúde é escasso”, ressaltaram os pesquisadores.

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