A tecnologia avança ao nível da necessidade do ser humano que também atua contra bactérias, fungos e outros tipos de vírus, como da Covid-19, trazendo mais proteção aos alunos e profissionais na academia.

Isso porque o segmento da academia foi um dos mais impactados pela pandemia do novo coronavírus. Ao longo de mais de um ano, foram colocadas diversas restrições às academias, como: proibição de atividades presenciais em determinados momentos, limite de ocupação e adoção de protocolos rígidos de higiene.

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O setor busca outras soluções para atuar de forma segura. A utilização de revestimentos antivirais em aparelhos de academia pode ser uma grande aliada para reduzir os riscos de contaminação da Covid-19.

Como as máquinas e equipamentos são compartilhados pelos frequentadores e o vírus causador da Covid-19 possui capacidade de contaminar superfícies e objetos, a aplicação de revestimentos antivirais nos assentos e apoios dos aparelhos é uma ferramenta importante para complementar as ações preventivas implementadas nas academias.

A primeira academia no Brasil a ter material sintético antiviral nos equipamentos está localizada no interior de São Paulo. Os revestimentos dos aparelhos, capazes de inativar 99,72% do vírus da Covid-19 em três minutos, são produzidos pela Cipatex, fabricante brasileira de laminados sintéticos.

Para garantir proteção, os produtos recebem no momento da fabricação um aditivo de micropartículas de prata e sílica desenvolvido pela Nanox, empresa de nanotecnologia. A prata oxida a camada de gordura que protege o vírus e assim este é eliminado.

Conforme Lucas Fernandes Ribeiro, gerente da Level Fitness, os revestimentos de mais de 20 aparelhos da academia foram substituídos por materiais antivirais. Entre os equipamentos estão os de remada, abdominal, bancos extensores, flexores, articulados, adutores e de supino.

“Desde o início da pandemia adotamos diversas medidas para assegurar a proteção dos profissionais e alunos da academia. A substituição dos revestimentos é uma estratégia que visa trazer ainda mais segurança sanitária, além de agregar maior valor ao patrimônio. Mesmo com o avanço da vacinação, os desafios são grandes e oferecer esse benefício aos frequentadores pode fazer a diferença”, reforça o gerente.

A coordenadora de laboratório da Cipatex, Andreza Scudeler, explica que os materiais com eficácia virucida diminuem o risco de contaminação cruzada, considerando que se alguma pessoa infectada expelir gotículas de saliva ou tocar com as mãos contaminadas nos revestimentos, a tecnologia antiviral empregada no laminado age para inativar o vírus. “A tecnologia também atua contra outros tipos de vírus, além de bactérias e fungos”, complementa.

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Os produtos foram submetidos a testes conduzidos pela empresa especializada Quasar Bio, referência em ensaios do vírus da Covid-19, e que possui seus laudos protocolados pelo Prof. Dr. Lucio Holanda Gondim de Freitas Jr, especialista no assunto. Os ensaios são feitos em laboratório NB-3 (Nível de Biossegurança 3) e obedecendo às Boas Práticas de Laboratório (BPL).

Além de laminados sintéticos para o mercado fitness, a empresa também desenvolveu revestimentos antivirais, antibacterianos e antifúngicos para atender outros segmentos, como moveleiro, automotivo e hospitalar.

Segundo Silvio Martins, head de marketing da Cipatex, a busca por produtos mais higiênicos e que garantem maior proteção é uma nova demanda dos consumidores que deve permanecer por muito tempo, mesmo após a pandemia: “As soluções com propriedades antivirais auxiliam na retomada da vida cotidiana e na recuperação de muitos negócios. As tecnologias protetivas seguirão como tendência.”

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