Um novo estudo, desenvolvido pela professora associada da Faculdade de Saúde e Departamento de Serviços Humanos de Saúde Global e Comunitária da George Mason University (Estados Unidos), Michelle Williams, está avaliando a possibilidade da implementação de um programa educacional que ofereça exames gratuitos de câncer às mulheres mais carente dos Estados Unidos, além de orientação de como se manter saudável.

Levando em consideração que a detecção precoce junto ao tratamento do câncer pode melhorar significativamente os resultados, o projeto, que foi publicado no Journal of Cancer Education, tem a intenção de oferecer viabilidade no agendamento de exames e orientações sobre a doença já na primeira consulta, tornando o rastreamento da doença mais rápido e o início do tratamento, se necessário, mais eficiente.

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A pesquisa também adicionou ao programa testes de Papanicolau, exames pélvicos e exames de câncer bucal, além do acesso a exames de mamografias.

O “Programa Ver, Testar e Tratar” foi desenvolvido com base nas evidências fornecidas pela Fundação College of American Pathologists (CAP) e adaptada para o atendimento às mulheres da área metropolitana de Jacksonville, na Flórida.

As participantes que participaram do programa e receberam resultados anormais foram encaminhadas para a triagem e já puderam agendar a primeira consulta antes de sair do centro médico. No local, elas também puderam optar por uma atividade de saúde, como culinária saudável, zumba e ioga.

Estudo avalia implementação de programa que oferece exames gratuitos de câncer a mulheres carentes. Imagem: Creats Jobs/iSotock

De acordo com o Medical Xpress, Williams acredita que essa seja uma forma de reduzir disparidades de “cânceres evitáveis”, principalmente em mulheres.

“Os exames de câncer são uma ferramenta valiosa para a detecção precoce do câncer – no entanto, mulheres sem seguro e carentes podem não ter acesso a exames de rotina que salvam vidas. Avaliar a implementação deste programa ajuda a mostrar que é viável fornecer acesso a exames gratuitos de câncer para populações vulneráveis ​​e fornecer resultados de triagem no mesmo dia”, explicou Williams.

A maioria das pacientes do programa justificaram sua participação relatando o desejo de rastrear a doença e ter o resultado no mesmo dia. A grande maioria disse ainda que o projeto agregou seu conhecimento sobre exames de câncer e mostrou a importância de fazer check-ups regulares.

Quando questionadas sobre o que mais gostaram no programa, elas disseram que, além de ter os resultados no mesmo dia, ser tratada com respeito foi crucial. “Não me faziam sentir como alguém que não tinha plano de saúde”, disse uma das participantes.

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Todas as pacientes que tiveram resultados anormais tiveram também consultas de acompanhamento. Dentre as 57 que fizeram exame para câncer de mama, 18 receberam resultados alterados, 15 delas fizeram uma mamografia mais investigativa – a diagnóstica – e três precisaram fazer biópsia. Uma apresentou resultados anormais para câncer bucal em estágio 4 e oito foram diagnosticadas com tricomoníase (IST) – infecção sexualmente transmissível.

Ao todo, 103 mulheres entre 21 e 69 anos participaram da pesquisa. Dados sobre acompanhamento a longo prazo não foram divulgados devido a privacidade das pacientes. No entanto, a professora Williams pretende, futuramente, acrescentar novas interações no estudo, que ainda está em desenvolvimento.

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