Há anos as desigualdades e preconceitos sociais, como racismo, discriminação de gênero e LGBTfobia – só para citar alguns -, estão presentes na sociedade e refletem sistematicamente nos ambientes corporativos. No entanto, algumas empresas passaram a olhar para isso e trabalham para minimizar desigualdades e implementar políticas que promovam transformações concretas.

O processo, grande parte das vezes, não parte de uma consciência gerada automaticamente na cabeça de diretores do alto escalão de grandes empresas. Em geral, as companhias se atentam às questões sociais por apontamentos de funcionários, consumidores e até da observação e demanda do mercado.

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Silhueta de empresários trabalhando juntos no escritório
‘Diretor de propósito’: novo cargo é essencial para discussão de desigualdades sociais nas empresas. Imagem: alphaspirit.it/Shutterstock

Para que essas mudanças aconteçam, muitas empresas estão apostando em desempenhar uma equipe específica para o feito, e surgiu, assim, um novo cargo para liderar o processo: “diretor de propósito”.

Esta pessoa seria a responsável por trabalhar questões sociais da empresa e definir a tão famosa missão de uma companhia, que deixou de ser algo referente apenas ao interior das corporações e passou a ser como as companhias lidam e impactam a sociedade.

A preocupação de grandes empresas com pautas sociais levou os próprios funcionários a se empenharem mais no trabalho. “As pessoas realmente não querem mais aparecer em seus empregos e apenas receber um salário”, disse a diretora de inclusão da consultoria PwC, Shannon Schuyler.

A mudança começa internamente

Como aponta o portal Axios, o Barômetro de Confiança da Edelman mostra que 80% das pessoas, em média, espera que a empresa para a qual trabalham se posicione a respeito de negacionismo referente a vacinas, mudanças climáticas, automação, desinformação e racismo.

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Exemplo real dessa movimentação em prol do social é a casa de câmbio focada em criptomoedas Coinbase, que perdeu 60 funcionários recentemente após o CEO afirmar que não permitiria discussões políticas ou sociais no ambiente de trabalho.

Kwasi Mitchell, diretor de propósito da empresa de consultoria e auditoria Deloitte, afirmou que esse cargo é essencial nas companhias. No entanto, o executivo alertou que as pessoas que ocupam o posto devem acompanhar todos os movimentos dentro da empresa e devem ter autonomia o suficiente para apontar erros e encontrar soluções.

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