A região da Sibéria, conhecida por suas baixíssimas temperaturas, enfrenta uma forte onda de calor que já dura alguns meses. Em decorrência das altas temperaturas, a província russa sofre com inúmeros incêndios florestais, que já atingiram em torno de 19 milhões de hectares entre os meses de janeiro e julho de 2021, segundo estimativas da ONG Greenpeace.

Apesar de as temperaturas de 2021 serem mais altas que o normal, não é de hoje que a Sibéria tem enfrentado verões quentes. Porém, o que torna a situação preocupante neste momento são os incêndios em florestas e outras áreas verdes da região. Segundo o Greenpeace, a área devastada já é maior que o território de alguns países, como, por exemplo, a Grécia.

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De acordo com a ONG internacional, os incêndios são consequência direta da onda de calor que atinge o hemisfério norte neste ano. Segundo os ativistas, a situação é mais delicada na região de Iacútia, no extremo leste da Rússia. A cidade de Yakutsk, que já foi considerada a mais fria do mundo, está coberta pela fumaça gerada pelos incêndios.

Recorde de temperatura

No nordeste da Sibéria, alguns locais marcaram mais de 37 °C na sombra e picos de temperatura que se aproximaram dos 50 graus no final de junho. Essas temperaturas tão altas provocam o derretimento do chamado permafrost, uma grossa camada de solo constituída por terra, gelo e rocha, que permanece congelada durante o ano inteiro, até mesmo no verão.

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Estima-se que o processo de derretimento do permafrost possa ser um grande problema para a Rússia e outros países localizados da região. Segundo especialistas, esse fenômeno pode causar danos estruturais em prédios, falhas em terrenos, deslizamentos de terra e a liberação de gases de efeito estufa anteriormente retidos no solo.

Com informações do UOL

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