Nesta quinta-feira (22), o Ministério da Saúde de Israel afirmou que a vacina da Pfizer oferece uma proteção considerável contra internações e formas graves da Covid-19 causadas pela Delta, a variante que surgiu na Índia. Essa vacina, porém, tem se mostrado menos efetiva contra novas infecções, dando sobrevida à pandemia por lá. O governo israelense reforça a importância da vacinação em massa.

Israel é hoje uma referência mundial em termos de imunização contra a Covid-19. O país foi um dos primeiros a anunciar uma campanha de vacinação e já imunizou cerca de 57% da sua população. Ainda assim, há um recente aumento de infecções pela variante Delta na região. Os casos críticos também aumentaram, mas são bem menos numerosos do que os registrados no ano passado.

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De acordo com o jornal O Globo, a experiência de Israel demonstrou que a vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a BioNTech, fornece 88% de proteção contra hospitalizações e 91% contra formas graves da doença desencadeada pela variante Delta. As informações do Ministério da Saúde de Israel indicam, no entanto, que o imunizante teve apenas 39% de efetividade contra novas infecções. Os dados foram observados entre 20 de junho e 17 de julho.

Os números demonstram que as vacinas não são totalmente eficazes, mas funcionam decisivamente. O primeiro ministro israelense, Naftali Bennett, pediu que aqueles que ainda não tomaram a vacina — que chegam a 1,1 milhão de pessoas — procurem se vacinar, pois a imunização em massa é a única forma de derrotar a Delta.

Calendários distintos de imunização provocam migração por vacinas
Em Israel, a vacina da Pfizer demonstrou alta proteção contra casos graves de Covid-19 pela variante Delta. Governo acredita que a vacinação em massa é o único caminho para encerrar a pandemia. Créditos: Shutterstock

Em conformidade com os dados empíricos apresentados por Israel, um estudo, publicado no New England Journal of Medicine, descobriu que duas doses da Pfizer oferecem proteção de 88% contra os sintomas causados pela Delta e 94% contra a variante Alfa, que foi descoberta pela primeira vez no Reino Unido.

Tudo isso certamente deve alimentar o debate sobre uma terceira dose de reforço para pessoas já vacinadas. Autoridades israelenses disseram que, caso necessário, darão uma nova dose apenas para pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. 

Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (23), a Pfizer e a BioNTech se dizem confiantes na proteção e segurança da vacina de duas doses. Elas afirmam estar conduzindo revisão contínua dos dados sobre a vacina. 

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