O boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro desta sexta-feira (23) indicou que os casos de infecção pela variante Delta do coronavírus subiu de 23 para 27. O número reflete a quantidade de amostras que apontaram a presença da nova linhagem em análise de sequenciamento genético.

Atualmente, de acordo com o jornal O Globo, a Delta (B.1 617.2) é a segunda variante mais predominante em todo o território fluminense, atrás apenas da variante Gamma (P.1), descoberta em Manaus.

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A nova cepa, que se manifestou primeiramente na Índia, já é hegemônica em muitos lugares do mundo, como o Reino Unido. No estado do Rio de Janeiro, a Delta provocou quatro óbitos até o momento. Na capital, contudo, ela não causou nenhuma morte, apenas um caso de Covid-19 grave.

A variante indiana, conhecida por ser muito mais contagiosa do as outras formas do coronavírus, causa preocupação ao secretário municipal de saúde Daniel Soranz. Ele teme que a nova cepa possa se tornar predominante no Rio “muito em breve”.

“Esse é o caminho que ela fez em outros países. Mas também temos a expectativa de que, sendo ela mais transmissível, ela cause menos casos graves e seja menos letal. A maior causa das quatro mortes no estado foi um buraco na barreira vacinal, pessoas que deveriam ter se vacinado e não se vacinaram”, disse o secretário.

Daniel Soranz destacou a importância da vacinação no combate a casos graves e mortes decorrentes não só da variante Delta, mas de todas as formas do coronavírus.

homem sendo vacinado
Variante Delta pode se tornar predominante no Rio. Vacinação é a chave para conter os casos graves do coronavírus, inclusive de suas variações.
Créditos: Shutterstock

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