O americano Idan Abada, um morador da cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, viralizou no TikTok após mostrar o método bastante incomum usado por ele para minerar criptomoedas. O homem usa a eletricidade grátis do Starbucks para operar uma pequena estação mineradora de apenas US$ 875 (R$ 4,43 mil).

A plataforma de mineração de Abada é relativamente simples quando comparada aos equipamentos que são sinônimo de mineração de bitcoins, e consiste apenas em um hub USB com várias portas, um pequeno ventilador e dez pen drives, cada um com dois chips de mineração ASIC fabricados pela empresa Bitmain.

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Faturando alto

Abada começou a minerar bitcoins em 2015, quando dividia uma casa com outras pessoas. À época, ele concordou em pagar mais no rateio da conta de luz para poder minerar bitcoins.

Em 2017, ele abriu uma loja online focada na venda de equipamentos de baixo custo para mineração de criptomoedas.

Só em 2021, Abada diz que já faturou US$ 428 mil (R$ 2,17 milhões) com a venda de produtos na sua loja, um crescimento de 355% no comparativo com o mesmo período de 2020.

Um dos itens mais vendidos da loja é o NewPac, principal componente do equipamento que Abada usou para minerar bitcoins dentro de uma loja do Starbucks.

Grana pouca

Idan Abada segurando sua pequena estação de mineração
Crédito: Reprodução/Redes sociais

Mas por mais legal que pareça existir um minerador semiportátil de criptomoedas, que pode ser levado até mesmo para um café que ofereça tomadas para carregar celulares e laptops, como é o caso do Starbucks, o equipamento não é o mais indicado para quem quer realmente ganhar dinheiro com criptomoedas.

Segundo ele, os ganhos obtidos com a pequena plataforma criada são bem pequenos. O próprio Abada diz que seu minerador gera apenas 0,0002478 bitcoin por mês, descontadas as taxas (que são de cerca de 5%). No fim, ele fatura menos de US$ 10 mensais, na cotação atual.

Para efeito de comparação, ele gastaria mais ou menos US$ 16 em eletricidade, o que torna o negócio simplesmente inviável, a não ser que você tenha um local em que não precise pagar pela eletricidade.

Mais um hobby

“Mineradores USB como este podem ser atraentes para pessoas que não precisam pagar por sua própria energia. Talvez jovens em locais públicos, dormitórios universitários, prédios que compartilham os preços da eletricidade, funcionários roubando eletricidade de sua empresa”, disse o engenheiro de mineração de bitcoin Brandon Arvanaghi.

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Mas, para Abada, o principal objetivo com a demonstração da mineração no Starbucks não é ganhar dinheiro com mineradores minúsculos, mas mostrar que o mundo dos criptoativos é interessante e, acima de tudo, democrático.

“Eu, agora, me dedico a ensinar e a ajudar iniciantes ao redor do mundo a minerar criptomoedas em suas próprias casas”, disse ele à CNBC.

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