A Tesla concordou em pagar US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,7 milhões) para liquidar uma ação coletiva contra a companhia movida por proprietários do sedã Model S. Os donos dos veículos elétricos da montadora que moveram o processo por causa de um problema na bateria devem receber US$ 625 (cerca de R$ 3,2 mil) cada.

Em uma atualização em 2019, a Tesla fez uma mudança no software após casos de incêndio em carros Model S em Hong Kong. Na época, a montadora, comandada pelo bilionário sul-africano Elon Musk, afirmou que o update revisaria “as configurações de gerenciamento térmico e de carga” tanto naquele modelo como no Model X, para “ajudar a proteger ainda mais a bateria e aumentar a longevidade”.

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A atualização, porém, reclamaram os proprietários, reduziu a voltagem máxima da bateria, o que os levou ao tribunal. De acordo com a Reuters, os documentos judiciais mostram que o update afetou 1.743 carros nos Estados Unidos. Ainda segundo os advogados dos reclamantes, a limitação foi temporária, mas a redução de 10% na bateria durou três meses e outra de 7% em outros sete meses.

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Em seguida, a Tesla lançou uma atualização final, resolvendo o problema em março de 2020. Mas, do total de veículos afetados pelo problema, 57 ainda precisaram substituir as baterias. Os documentos do acordo ainda diziam que veículos que continuem enfrentando problemas na bateria teriam a tensão máxima restaurada com o tempo.

Veículo Tesla Model S 2013 na estrada no
O Model S sofreu com incêndios em Hong Kong. Crédito: Tesla/Divulgação

Os valores pagos agora pela Tesla devem ser usados, na maior parte, para cobrir os honorários dos advogados. Além de pagar, a empresa concordou em fornecer diagnósticos relacionados à bateria e notificações para os carros sempre que as baterias precisarem de reparos nos EUA.

Via: Engadget

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