Recentemente, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, declarou que pretende criar um espaço virtual na internet baseado em realidade aumentada e virtual, projeto batizado por ele como ‘Metaverse’ (em português, ‘metaverso’, um termo usado para descrever ambientes virtuais em produções de ficção científica).

Por ora, ainda é cedo para especular qual será o dispositivo que a empresa apresentará em conjunto com o metaverso. O que se sabe, segundo o The Verge, é que a rede social fechou uma nova parceria com a marca Ray-Ban para desenvolver óculos inteligentes. Contudo, segundo a publicação, não espere nada extravagante. O acessório não virá com telas integradas ou recursos de realidade aumentada.

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Ainda assim, o Facebook declarou que a novidade representa um passo à frente para a sua divisão de RA. Andrew Bosworth, vice-presidente dos laboratórios de RV e RA da empresa, descreveu a sua visão sobre essa categoria de gadgets. “Somos apaixonados por explorar dispositivos que podem oferecer às pessoas melhores maneiras de se conectar com as pessoas mais próximas. Os wearables (em português, “dispositivos vestíveis”) têm potencial para fazer isso”.

Óculos de realidade aumentada
Foto mostra um conceito de óculos inteligente funcionando com duas telas integradas. Imagem: Zapp2Photo/Shutterstock

Bosworth também afirma que a Ray-Ban, vendida em 1999 para o grupo italiano Luxottica por cerca de US$ 640 milhões, representa um parceiro igualmente ambicioso, que, segundo ele, “emprestará a sua experiência de classe mundial” para criar os “primeiros óculos inteligentes” do Facebook.

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Vale lembrar que a rede social nos deu a sua primeira visão de RA através de um óculos equipado com diversos sensores, o que a companhia chamou de Project Aria. Não é a primeira vez que o Facebook investe na produção de produtos da área de realidade aumentada. Em 2014, a empresa comprou a Oculus VR, especializada na produção de equipamentos de realidade virtual, por US$ 2 bilhões.

Em contraste, os novos óculos do Facebook e da Ray-Ban devem ser mais modestos. Analistas apontam que o dispositivo pode oferecer apenas funções simples, como captura de conteúdo em vídeo e imagens.

Por fim, o produto, que deve ser lançado em algum momento ao longo de 2022, será utilizado pelo Facebook para avaliar como o público reage aos óculos e seus recursos, ajustando seus próximos lançamentos do segmento conforme o feedback dos usuários.

Via: The Verge

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