A Nasa adiou pela segunda vez consecutiva o lançamento da missão Orbital Flight Test-2 (OFT-2, Teste de Voo Orbital 2) que levaria a cápsula CST-100 Starliner, projetada pela Boeing, ao espaço. O motivo, segundo a agência, foram “indicadores inesperados de posição das válvulas” no sistema de propulsão da Starliner.

Segundo a Nasa, caso o problema seja solucionado a tempo, a próxima oportunidade de lançamento será nesta quarta-feira (4) às 13h57, horário de Brasília.

A tentativa anterior, em 30 de agosto, foi cancelada devido a um incidente provocado pela chegada do módulo russo Nauka à Estação Espacial Internacional. Após se acoplar à estação, o módulo inadvertidamente disparou seu propulsor, fazendo a estação dar um giro de 540 graus e perder o controle de atitude, ou seja, sua posição em relação à Terra.

OFT-2 é essencial para participação da Boeing no Commercial Crew Program

A missão OFT-2 é crucial para o desenvolvimento da Starliner. Um teste anterior (OFT-1) em dezembro de 2019 fracassou após uma falha impedir que a espaçonave realizasse a manobra necessária para atingir uma órbita compatível com a da ISS. Desde então a Boeing realizou, a pedido da Nasa, mais de 80 modificações no veículo, para corrigir os erros encontrados e evitar problemas potenciais em missões futuras.

A falha da Boeing abriu espaço para a SpaceX vencer a corrida no programa de tripulação comercial (Commercial Crew Program) da Nasa, enviando astronautas ao espaço pela primeira vez na missão Demo-2 em maio de 2020, seguida de missões operacionais (Crew-1 e Crew-2) em novembro de 2020 e abril de 2021, respectivamente.

Se a OFT-2 tiver sucesso, a Nasa e a Boeing irão “procurar oportunidades no final deste ano para voar a primeira missão tripulada da Starliner à Estação Espacial”, disse a Agência Espacial Norte-Americana.

A missão será chamada Crew Flight Test e terá como tripulantes três astronautas veteranos da Nasa: Barry “Butch” Wilmore, Nicole Mann e Mike Fincke. Segundo a Nasa a tripulação ficará no espaço por “vários meses”, mas a agência não especificou se será um período completo de seis meses ou algo mais curto, como a duração de dois meses da Demo-2 da SpaceX.

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