Nesta terça-feria (3), os Fleets do Twitter começaram a ser desativados para todos os usuários menos de um ano após seu lançamento. Esse, definitivamente, não era o plano da rede social quando anunciou a funcionalidade, no entanto, a baixa aceitação do público fez com que o recurso fosse removido.

Curiosamente, o auge de sucesso dos Fleets foi justamente em seus últimos dias. Depois de meses praticamente esquecido na rede social, os usuários acabaram lembrando da existência e se despediram da função em grande estilo. Apesar da repercussão, isso não foi suficiente para manter o recurso ativo.

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Para entender o fracasso dos Fleets no Twitter, primeiro é preciso saber o que eles são (ou foram). Basicamente a função foi uma tentativa da rede social de lançar sua própria versão dos Stories, do Instagram. Na rede social do Facebook, o modelo deu certo e acabou se tornando o recurso principal da plataforma.

No entanto, quando chegou ao Twitter, a função já estava presente, além do Instagram, no Facebook e no WhatsApp. Por si só isso já deixou o recurso um tanto quanto exaustivo, uma vez que os usuários já lidavam com ele em diversas plataformas. Além disso, a própria natureza do Twitter tornou os Fleets um tanto quanto redundantes.

Acontece que o modelo de Stories consiste basicamente de publicações que duram apenas 24 horas e após isso são apagadas para sempre. O foco do Twitter sempre foi “o que está acontecendo” naquele momento. Então, apesar dos tweets ficarem salvos no perfil, os usuários sempre usaram de forma instantânea. O que deixou o público sem saber muito o que colocar ali.

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Fleets do Twitter

Além disso, os Fleets acabaram esquecidos pelo próprio Twitter, já que após o lançamento poucas atualizações foram lançadas para a função. Nos Stories, por exemplo, até hoje novos filtros e modelos são lançados para manter a relevância da aplicação.

“Esperávamos que o recurso pudesse tornar a experiência de compartilhar ideias e opiniões momentâneas mais confortável. Porém, desde que anunciamos o recurso globalmente, não tivemos um aumento no número de novas pessoas participando de conversas com Fleets da forma que esperávamos”, lamentou Ilya Brown, vice-presidente de produto da rede social, em comunicado.

A luta do Twitter para que os novos usuários tuítem regularmente ao invés de só consumirem tuítes é longa e vem de anos, e o Fleets não conseguiu atingir seu objetivo. Dentro da empresa, contudo, não se fala em derrota, mas em aprendizado. “Contaremos com os aprendizados dos Fleets para criar outras maneiras de as pessoas participarem de conversas e falarem sobre o que está acontecendo”, afirmou Brown.

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