Por conta de contratos recentemente negociados entre União Europeia e as principais fabricantes de imunizantes com tecnologia de mRNA, a Pfizer e a Moderna, essas vacinas contra a Covid-19 vão ficar mais caras para alguns países. Hoje, alguns países do bloco já pagam um valor um pouco maior por esses dois imunizantes, já que uma parte deles possui economias fortes.

Agora, os países europeus vão pagar 25% mais caro pelas vacinas da Pfizer e 10% a mais por cada dose da vacina da Moderna. Com os aumentos, as doses da Pfizer passarão de US$ 18,40 (R$ 95,24) para US$ 23,15 (R$ 119,83). Já as vacinas da Moderna passarão dos atuais US$ 22,60 (R$ 116,98) para US$ 25,50 (R$ 131,99).

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Apesar do aumento dos preços, a aplicação continuará sendo gratuita para os cidadão europeus, mas demonstram como, enquanto a maioria dos setores da economia sentiu bastante os efeitos da pandemia da Covid-19, as empresas farmacêuticas ganharam muito dinheiro com a crise, principalmente essas duas, que tiveram suas ações muito valorizadas nas bolsas de valores.

Mais caro só para os ricos

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Vacinas só ficarão mais caras para países ricos. Imagem: Fabio Rodriges Pozzebom/AgÇencia Brasil

Apesar das vacinas mais caras para os países europeus, ao menos a Pfizer não fez menção de que vai repetir este expediente em outros países, principalmente os mais pobres. “[Em] países de renda média e baixa, onde temos o preço de acordo com os níveis de renda ou a um preço sem fins lucrativos”, disse o CEO global da Pfizer, Albert Bourla.

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Segundo o executivo, a empresa está no caminho certo para cumprir com seu compromisso de fornecer mais de um bilhão de doses de vacinas para países de renda média e baixa, o que equivale a cerca de 40% de toda a produção da gigante farmacêutica. Além disso, a empresa deseja que outro bilhão vá para países mais pobres em 2022.

Com informações do Futurism

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