Não é nenhum exagero afirmar que o bilionário sul-africano Elon Musk é, no mínimo, excêntrico. O CEO da Tesla chegou a ficar em desacordo com os seus engenheiros em um aspecto bastante importante do carro elétrico da montadora Model Y, durante o desenvolvimento. Ele simplesmente queria que o veículo não tivesse um volante.

Isso mesmo. Um volante, uma direção. Supostamente, Elon Musk estava bastante confiante na capacidade da Tesla de criar veículos completamente autônomos e, assim, poderia abrir mão totalmente dos volantes, de acordo com o novo livro ‘Power Play: Tesla, Elon Musk, and the Bet of the Century’ (ainda sem tradução para o português), de Tim Higgins, repórter do The Wall Street Journal.

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O CEO da montadora estaria tão decidido em sua ideia de que os volantes se tornariam logo obsoletos que os engenheiros da Tesla projetaram o Model Y de modo a lançar luz sobre a bizarra disputa nos bastidores com as elevadas aspirações do bilionário para suas empresas enfrentaram a realidade. Incluindo a direção.

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O SUV esportivo elétrico foi anunciado em 2019 e começou a ser disponibilizado aos motoristas um ano depois. O carro, logicamente, chegou com os volantes e Doug Field, então chefe de engenharia da Tesla, estava certo. Os veículos totalmente autônomos ainda são um sonho tecnológico que o próprio Musk agora admite ser mais difícil construir do que ele esperava.

tesla model y
Naturalmente, o Tesla Model Y tem sim um volante. Imagem: Tesla/Reprodução

Inclusive, o próprio CEO advertiu os motoristas de carros da marca a não confiarem totalmente no software de direção completamente autônoma. Mesmo os automóveis com piloto automático atual exigem a atenção do motorista, para que assuma o comando imediatamente caso algum problema aconteça.

O Full Self-Driving (FSD) é uma versão sofisticada da assistência ao motorista de Nível 2, conforme definido pela Society of Automotive Engineers (SAE International). Ele requer a presença de duas ou mais tecnologias de assistência ao motorista trabalhando simultaneamente e, acima de tudo, como suportes a quem dirigir, não como substitutos para a atenção ou direção.

Via: Futurism

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