A tecnologia ajuda, mas o foco tem que estar na conexão emocional entre as pessoas

Qualquer Time de verdade, assim mesmo, com maiúscula, tem estes três elementos: uma mágica combinação de objetivos e valores compartilhados; autoconhecimento (e conhecimento dos demais integrantes); e, obviamente, uma liderança genuína. Existem outras tantas definições do que é um Time de verdade, claro. Mas é bom estar atento a esta em um momento no qual as relações estão marcadas por distanciamento social, medo, mudanças aceleradas e incertezas. Ingredientes formidáveis para destruir a principal força de qualquer organização: o trabalho em time.

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Pense em uma experiência que teve no passado. Em uma grande equipe da qual você teve oportunidade de fazer parte. Pode ter sido em uma ocasião social, uma ação na igreja que frequenta, no esporte, ou, melhor ainda, na carreira profissional. Você certamente se lembrará! A sensação de sentir-se parte de um grupo de sucesso é maravilhosa e, por esse motivo, memorável. Agora procure se lembrar se os três elementos que mencionei antes estavam presentes. Tenho certeza que estavam. Bem presentes, até.

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Você poderá até perguntar: e a comunicação? O senso de pertencimento? Sim, há outros fatores habilitadores de êxito para uma equipe. No entanto, se um daqueles três componentes essenciais citados “zerar”, não existirá time. E as chances de isso acontecer nessa nova realidade que vivemos é grande. Afinal, houve um natural distanciamento dos líderes, os objetivos que tínhamos fixado se derreteram e precisam ser revisitados a cada momento e, como se não bastasse, passamos a trabalhar com pessoas que nunca tivemos chance de conhecer pessoalmente.

O desafio é grande, mas não impossível, desde que tenhamos um foco nítido em reconstituir e fortalecer as três dimensões chaves para recuperar o espírito de trabalho conjunto. Reavivar objetivos e construir um senso de paternidade para com eles, todos os dias. Faz parte do esforço de salvamento das equipes evidenciar clareza e alinhamento em relação às metas, mesmo que tenham que mudar depois (o que é natural em tempos de revolução). Isso vale para o fortalecimento do papel da liderança, apoiando e mantendo-se próxima dos liderados, mesmo que a distância. Promover eventos e circunstâncias que conectem pessoas é o caminho para atingir a terceira dimensão, o conhecimento entre os participantes.

As ferramentas e a tecnologia podem ser grandes aliadas. Só precisamos preservar o foco nas três dimensões do time e não na tecnologia propriamente dita. Mais do que nunca teremos que fazer fluir emoções pelos canais digitais. Transmitir pelas plataformas mensagens e vídeos que expressem nossas melhores e mais genuínas vozes do coração.

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