O incidente que causou um “giro incomum” na Estação Espacial Internacional (ISS) — causado pelo módulo russo Nauka — ainda precisa ser melhor estudado para que seja possível tirar conclusões mais firmes, de acordo com os controladores russos que atuam na gestão de seus cosmonautas aqui na Terra.

De acordo com Sergei Krivalev, diretor de programas espaciais tripulados na Roscosmos (a agência espacial russa), bem um como comunicado da própria Nasa, a princípio, nenhum dano aos sistemas da estação foi observado. Entretanto, “especialistas ainda vão avaliar o estresse que nós causamos à ISS e quais as consequências disso”.

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Ilustração mostra a ISS ao fundo, com o módulo russo Nauka se aproximando. Ambos se envolveram em um incidente grave que desligou os sistemas da estação e alterou sua posição no espaço
Ilustração mostra o módulo Nauka chegando à estação espacial internacional: módulo russo inadvertidamente disparou seus propulsores, alterando a posição da ISS. Imagem: Financial Express/Reprodução

Krivalev refere-se ao incidente ocorrido em 29 de julho de 2021, onde o módulo russo Nauka, após ser acoplado à estação espacial, disparou seus propulsores por razão desconhecida, empurrando a ISS e tirando-a de sua posição normal.

Minutos depois, a ISS começou a perder o controle de atitude, responsável por manter sua orientação em relação à Terra. Algo preocupante, já que a orientação correta é necessária tanto para manter a comunicação com as antenas na Terra quanto para manter os painéis solares, responsáveis pela produção de energia elétrica, apontados para o Sol.

O incidente entre a ISS e o Nauka foi, felizmente, controlado mediante o acionamento em sentido contrário de propulsores no módulo de serviço da ISS, combinado aos propulsores de uma espaçonave Progress, que estava acoplada à Estação. A Nasa afirmou, ontem (4), que todos os sistemas estavam operando normalmente, mas antes disso, a agência americana reconheceu que o caso foi grave.

O módulo Nauka foi acoplado à estação na última semana, depois de mais de uma década de adiamento de sua missão de lançamento. A ocasião foi celebrada pelo controle de voo na Terra, mas no rádio, os russos reconheceram que acoplá-lo à ISS “não foi um trabalho fácil”.

Felizmente, segundo representantes das agências dos americanos e dos russos, nenhum membro da equipe de sete pessoas do módulo se feriu pelo “giro incomum” — como os russos se referiram ao caso — da ISS.

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