A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) informou nesta sexta-feira (6) que a atleta da seleção brasileira de vôlei, Tandara Caixeta, teve a substância ostarina encontrada em seu exame antidoping. O medicamento é da classe dos anabolizantes e proibido tanto no período de competição, quanto no período fora de competição.

Na noite da última quinta-feira (5), o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) afastou Tandara, que estava concentrada com a seleção para a disputa da semifinal das Olimpíadas de Tóquio. Na ocasião, foi dito que o exame antidoping realizado ainda no Brasil apresentou problemas, sem especificar a substância encontrada.

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Agora, foi revelado oficialmente que a substância é a ostarina. O medicamento pertence a classe S1.2 Agentes Anabolizantes SARMS da Lista de substâncias e métodos proibidos da Agência Mundial Antidopagem (AMA-WADA). A coleta do material foi feita no dia 7 de julho, no Centro de Treinamento de vôlei de quadra da seleção, no Rio de Janeiro.

Entenda a Ostarina

A ostarina é um remédio anabólico desenvolvido para evitar a perda de massa muscular. Ela atua no tecido ósseo e muscular estimulando a síntese proteica com uma ligação do receptor para modificar a expressão gênica e consequentemente causar um ganho muscular. O produto costuma ser usado por fisiculturistas e é comumente associado a deificação de músculos.

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A nota divulgada pela atleta diz que “Tandara Caixeta está trabalhando em sua defesa e só se manifestará após a conclusão do caso”. A ABCD informou que seguirá os trâmites processuais do caso em sigilo para proteger os direitos da jogadora.

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Além de Tandara e a ostarina: entidades lutam contra o doping

De acordo com o site Medical Xpress, na maioria dos casos, os atletas apanhados por doping são aqueles que, por razões financeiras, não têm acesso às tecnologias mais recentes. 

Mas, há aqueles que podem se dar ao luxo de, às vezes, explorar essas tecnologias para usar substâncias que ainda não estão na lista de proibidas e que não podem ser comprovadas por nenhum teste. “O diagnóstico sempre fica para trás nesses casos. É uma corrida contra o tempo”, explica a cientista esportiva. 

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Qualquer um que for realmente pego corre o risco de um fim abrupto de sua carreira esportiva devido a longas proibições, multas altas e perda de acordos de patrocínio. No entanto, o doping e o esporte – especialmente o esporte de elite – são uma aliança onipresente e profana.

Para saber mais, acesse a reportagem do Olhar Digital.

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