O grupo NortonLifeLock (conhecido anteriormente como Symantec) confirmou nesta quarta-feira (11) a aquisição da rival Avast após fechar um acordo de mais de US$ 8 bilhões. O novo “supergrupo” do setor de segurança cibernética soma agora mais de 500 milhões de clientes pelo mundo.

Em comunicado, o grupo Norton afirma que a fusão deve representar US$ 280 milhões de sinergia de custos ao ano (capacidade de absorção de custos que a empresa investidora terá em relação à empresa adquirida). Os acionistas da Avast, por sua vez, terão participação de até 26% do novo grupo.

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Vincent Pilette, CEO da Norton, aponta que a transição representa um passo enorme na “segurança virtual para os consumidores”. O novo “supergrupo” terá duas bases: uma em Praga (República Tcheca), país de origem da Avast, e outra em Tempe, no estado do Arizona, nos EUA.

Para Ondrej Vlcek, CEO da Avast, a fusão permitirá que ambas as partes cresçam. O executivo ressalta outro fator importante: atravessamos um momento em que as ameaças virtuais estão em alta. Ondrej afirma que, ainda assim, o uso de produtos de segurança segue em baixa.

Por fim, ele finaliza destacando que a pandemia, marcada pelo regime de trabalho em home office, deixou muitos dispositivos mais vulneráveis a ataques.

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Vale lembrar que o antivírus Avast, no mercado desde 1988, representa um dos grupos mais relevantes no quesito software de segurança. A empresa oferece uma série de produtos que protegem desde computadores a smartphones contra ameaças virtuais.

Já o Norton (ou Symantec), foi deixado para trás após vender a divisão de segurança corporativa da empresa em 2018. O antivírus Norton, criado em 1991, permaneceu uma opção popular entre os consumidores por quase 30 anos.

Brasileiros têm 27% de chance de encontrar malware em seus computadores

Segurança digital
Novo relatório da Avast traça panorama de ameaças cibernéticas a usuários domésticos no Brasil. Imagem: WhataWin/iStock

Nesta semana, a Avast também divulgou os resultados de um novo levantamento sobre riscos de ameaças cibernéticas para usuários domésticos. Conforme o documento, a chance dos usuários domésticos encontrarem um malware vem crescendo anualmente.

Somente no Brasil, segundo o estudo, a probabilidade de encontrar um malware no PC é de 26,92%. A boa notícia é que, em comparação com a média mundial, os brasileiros têm um risco um pouco menor de encontrar ameaças.

“A taxa de risco aumentou em todo o mundo para todos os ataques, e podemos ver que o Brasil não é exceção. Na pandemia, a internet tem sido uma espécie de ‘salva-vidas’ para muitos, capacitando-os a permanecer conectados com familiares e amigos durante as restrições, a participar de treinamentos e encontros online, aulas virtuais ou mesmo a trabalhar remotamente. Mas os cibercriminosos também notaram isso e, portanto, vimos uma variedade de campanhas personalizadas aproveitando esse aumento de atividades no universo digital”, afirmou Michal Salat, diretor de inteligência de ameaças da Avast.

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