Morreu nesta quinta-feira (12) o ator brasileiro Tarcísio Meira, aos 85 anos de idade. Ele estava internado desde o dia 6 de agosto no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por conta de complicações vindas da Covid-19. Ele é considerado dos mais importantes atores do País e fez história tanto na TV quanto no cinema, sendo inclusive o protagonista da primeira novela diária nacional, ‘2-5499 Ocupado’, transmitida pela TV Excelsior, em 1963.

O último boletim de saúde do artista, divulgado na terça-feira (10), afirmava que ele estava intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passava por “diálise contínua” por problemas nos rins.

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Gloria Menezes e Tarcisio Meira foram internados juntos para tratar complicações da Covid-19. Imagem: Divulgação/TV Globo
Gloria Menezes e Tarcisio Meira foram internados juntos para tratar complicações da Covid-19. Imagem: Divulgação/TV Globo

A esposa de Meira, a atriz Glória Menezes, também foi infectada pelo coronavírus, porém registrou um quadro clínico mais brando. Com 86 anos, ela segue internada em um quarto no mesmo hospital, porém mostra “boa recuperação”, de acordo com boletim médico recente.

Casados desde 1962, ambos receberam a segunda dose da vacina contra a covid-19 em março, em Porto Feliz, no interior de São Paulo, onde se isolaram durante a pandemia. Por que o casal, mesmo imunizado, sofreu com o SARS-CoV-2? O infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Simões, explicou ao Olhar Digital.

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Vale ressaltar que Meira e Menezes ascenderam junto à fama em 1968, quando inauguraram a faixa das oito da TV Globo com a novela ‘Sangue e areia’.

Os dois são pais do também ator Tarcísio Filho, de 58 anos. Glória ainda é mãe de Amélia Brito, 64, e João Paulo Brito, 62, da união com Arnaldo Brito. Nas redes sociais, Mocita Fagundes, mulher do filho do casal, comentou que ambos foram contaminados “num descuido”.

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Em recente entrevista à revista Quem, o ator falou sobre envelhecer e falecer. “Não tem nada de melhor na velhice, tudo é pior. Envelhecer é uma coisa muito chata. Tem limitações física e intelectuais cada vez maiores. A memória não é mais a mesma. A morte está aí. Qualquer hora ela chega. Que chegue bem. Não penso muito nisso. Me preocupo em ficar bem, cuidar da minha saúde, não saio por aí fazendo loucuras. Faço as minhas consultas, vejo as coisas que estão erradas comigo e procuro corrigi-las, faço academia, minha ginastiquinha… Não faço tanto quanto deveria, mas faço”.

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É importante lembrar que vacinas funcionam, porém não oferecem proteção de 100% contra doenças. Mesmo assim, todas reduzem o risco de infecção, hospitalização e morte, principalmente após a segunda dose. Logo, apesar de a probabilidade de contrair a enfermidade após receber o imunizante ser pequena, quanto mais o vírus estiver circulando, maior é o risco de o fármaco falhar. Por isso, há necessidade de vacinar o maior número de pessoas possíveis o mais rápido possível!

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