O Instituto Butantan, em São Paulo, desenvolve sua própria vacina contra a Covid-19, a ButanVac, que recebeu uma autorização da Anvisa para mudanças em seu protocolo de testes. Agora, os pesquisadores vão poder usar a CoronaVac, imunizante chinês também fabricado pelo laboratório, ao invés do placebo no grupo de controle.

Na prática, os voluntários vão receber ou a CoronaVac ou a ButanVac ao passarem pelos testes da nova vacina do Butantan. O principal motivo da mudança é encontrar voluntários ainda não vacinados para receberem o placebo, já que o grupo diminui com o avanço da vacinação.

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Testes com a vacina ButanVac

A estratégia faz parte de uma iniciativa do Butantan para tentar realizar os testes com o imunizante de forma mais rápida. O projeto do laboratório diz que os estudos devem durar 17 semanas, tempo menor do que o de outras vacinas como a Pfizer e a AstraZeneca, que tiveram entre 32 e 33 semanas de testes.

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A pesquisa clínica de fase 1 e 2 da vacina ButanVac será dividida em três etapas (A, B e C). Por enquanto, está liberada a etapa A do estudo, que vai envolver 400 voluntários. Ao todo, as fases clínicas 1 e 2 têm previsão de seis mil voluntários com 18 anos ou mais.

A vacina será aplicada com duas doses, em um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda. O estudo vai ser realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP).

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