O termo é polêmico no meio gamer, porém não há como deixar de afirmar que a versão do diretor (do inglês, director’s cut) de ‘Ghost of Tsushima’ traz o mais próximo da perfeição em estética e jogabilidade. Lançado em 2020 pela Sucker Punch, a edição especial consolida o título como um dos melhores exclusivos da Sony e alcança o status de obra-prima ao trazer um novo e atrativo capítulo para os jogadores deem uma segunda chance à épica aventura no Japão feudal, bem como um notável upgrade visual graças ao avançado sistema do PlayStation 5 (PS5).

Com a expansão de história que se passa na ilha Iki, um cenário inédito, junto a atualizações que melhoram a qualidade de vida do jogo, funções específicas do novo console da Sony, além de novidades para modo multiplayer Legends, o ‘Director’s Cut’ traz renovo perfeito à história de Jin e não só pode, como deve, fazer com que os jogadores retornem (ou adentrem pela primeira vez) à Tsushima em uma viagem que era esplêndida… e ficou ainda melhor!

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Ghost of Tsushima Director’s Cut review
Retorne à Tsushima em ‘Ghost of Tsushima Director’s Cut’. Imagem: Sucker Punch/Divulgação

Tal qual o review feito de ‘Days Gone’ para PC, não irei me alongar muito quanto à trama do jogo em questão, visto que estamos falando de um título lançado em 2020. No entanto, saiba que a história de ‘Ghost of Tsushima’ é situada em 1274 e gira em torno do último samurai, Jin Sakai, durante a primeira invasão Mongol no Japão. No decorrer da história, o protagonista precisa dominar um novo estilo de luta para derrotar as forças inimigas, salvar o tio e lutar pela liberdade e independência do Japão.

O retorno à ilha em ‘Director’s Cut’ foi feito como uma chance de responder e agradecer ao feedback da comunidade, além de melhorar a experiência geral de maneiras que não eram possíveis antes. A versão do game não adiciona novas posturas ou armas, mas detalhes simples como uma armadura e habilidade inédita de atacar para o cavalo de Jin são pequenas melhoras bem-vindas à experiência. A sincronização labial para personagens com dublagem em japonês, algo extremamente solicitado pelos fãs, também chega em boa hora para uma melhor imersão na história.

Quanto ao conteúdo do jogo principal, ‘Ghost of Tsushima’ agora adiciona a capacidade de repetir duelos e missões anteriores – principais e secundárias. A rejogabilidade do duelo é emocionante, pois os jogadores podem voltar e lutar contra inimigos específicos para experimentar o intenso combate de espadas quando bem entenderem sem precisarem começar um novo jogo. E, de qualquer forma, todos os aspectos novos ficam melhores graças a ele: o PS5.

Ghost of Tsushima Director’s Cut review
‘Ghost of Tsushima Director’s Cut’ é maior e pode ser ainda melhor graças a ele: o PS5. Imagem: Sucker Punch/Divulgação

Perdoem-me os players de PS4 e PS4 Pro, que terão vantagens bacanas ao adquirirem a novíssima versão do diretor, mas quando se trata dos detalhes do PS5, o jogo beira a perfeição em estética e jogabilidade. O upgrade gráfico (que nem precisava tanto, pois o título já impressionava nesse aspecto) é visível demais e torna toda a experiência mais rica em detalhes e um deleite para os olhos de quem joga ou acompanha.

Embora uma atualização anterior já tenha permitido que o desempenho de ‘Ghost of Tsushima’ ascendesse quando a versão de PS4 fosse jogada no novo console da Sony, ‘Director’s Cut’ agora oferece suporte nativo para as funções do console, como áudio 3D, carregamentos ultrarrápidos e o uso de feedback háptico no DualSense – que, tal qual ‘Returnal‘ e ‘Ratchet & Clank: Em Uma Outra Dimensão‘, traz uma experiência simuladora viva e intensa.

Do lado do áudio, o game permite maior imersão com a melhora de muitas das características já utilizadas em ‘Ghost of Tsushima’, como o modo em que o jogador escuta o Vento-Guia – elemento responsável por fazer Jin seguir em frente na história. Com a nova tecnologia, é possível sentir a ação do ar através do controle e por cima da sua cabeça ou por trás de você, algo que de início assusta o jogador mais despreparado, mas depois fascina pela minuciosidade.

Ghost of Tsushima Director’s Cut review
Áudio 3D, além de outros recursos do PS5, deixam o jogo ainda melhor. Imagem: Sucker Punch/Divulgação

Até tempestades, algo que você escutaria somente da forma padrão com o volume da TV na versão original, agora parece que está acontecendo de cima para baixo, como estivessem caindo gotas de chuva no chão mesmo – algo visto primeiramente em ‘Returnal‘ e novamente bem aplicado aqui.

Toques sutis ao mundo do jogo enquanto Jin caminha e cavalga ou notáveis evidências nos impactos em meio ao combate com espadas também são sentidas pelo jogador em ‘Ghost of Tsushima Director’s Cut’ no PS5 graças ao feedback háptico do DualSense e seus gatilhos adaptáveis. E, claro, o modo de renderização de 60 FPS adicionado faz tudo parecer mais brilhante e belo do que antes.

Nova expansão: Ilha Iki tem trama surpreendente e amplia o universo do título

Mesmo sem apresentar novidades em relação ao gameplay, saiba que novos inimigos e desafios aguardam o jogador na Ilha Iki. A nova expansão tem roteiro mais voltado ao místico e sobrenatural e pode soar fantasioso demais para quem estiver buscando apenas uma boa trama com contexto histórico de fundo, porém vai intrigar quem está no controle desde a nova sequência de introdução até o final.

Vale ressaltar que a DLC tem um mapa extenso e a mesma duração do Ato 1 da história principal de ‘Ghost of Tsushima’. Ou seja, dependendo do seu estilo de jogo, deverá durar entre 15 e 20 horas – algo satisfatório para quem curte longos games, visto que a trama original já dura por si só cerca de 35 horas.

Novos inimigos e desafios esperam você na Ilha Iki. Imagem: Sucker Punch/Divulgação

Antes de mais nada, vale explicar como chegar à Ilha Iki. O jogador precisa progredir para o Ator 2, na região de Toyotama. Logo ao pausar o título, um pop up irá confirmar que a expansão está disponível. Em seguida, clique na opção da DLC e escolha a opção “Jornada ao Passado”. A partir daí, é só seguir o Vento-Guia rumo à nova aventura.

Não darei nenhum tipo de spoiler, mas venhamos e convenhamos: é difícil viver no legado do vilão Khotun Khan, todavia a expansão de Ilha de Iki introduz uma nova vilã na forma da misteriosa Águia. A personagem é uma antagonista poderosa e imponente que reflete a história do império mongol, mas contrasta com Khan – algo que afeta o psicológico de Jin ao deparar-se com um desafio sobrenatural, visto que ela é uma xamã.

A história destoa um pouco da premissa principal e serve mais como uma continuação nova do que uma sequência à trama original, embora o passado de Jin e alguns dos traumas com os quais ele teve de lidar enquanto crescia de garoto para guerreiro sejam mostrados. Além disso, a Ilha de Iki é repleta de piratas e saqueadores que não são nada receptivos com samurais – abrindo espaço até para uma crítica à classe em questão.

Reciclagem comercial ou não, ‘Ghost of Tsushima Director’s Cut’ é obra-prima dos games

‘Ghost of Tsushima Director’s Cut’ beira a perfeição em estética e jogabilidade e deveria ter sido lançado originalmente para PS5. Imagem: Sucker Punch/Divulgação

Quer você considere ou não as “versões do diretor” de jogos vindouros uma tentativa de “reciclagem comercial” com o intuito de vender o mesmo preço de lançamento, ‘Ghost of Tsushima Director’s Cut’ é o mesmo excelente game, mas agora com o status definitivo de obra-prima. Além de imergir o jogador de forma intrigante novamente ao Japão feudal, com gameplay divertido e desafiador, o título é visualmente perfeito e um deleite aos olhos – tanto para quem está com o controle nas mãos quanto para quem apenas acompanha.

A nova versão também renova o jogo da Sucker Punch para a nova geração de consoles aproveitando todos os chamativos recursos, como suporte nativo para as funções do console, áudio 3D e o uso de feedback háptico no DualSense. E, claro, a expansão de Ilha de Iki amplia ainda mais a duração do longo game com roteiro impecável, mesmo sem trazer novidades em relação à jogabilidade.

Verdade seja dita: o único erro de ‘Ghost of Tsushima’ foi ter sido lançado em 2020 (ano em que dividiu atenções e perdeu as principais premiações para ‘The Last Of Us Part II‘ e ‘Hades‘) e para PS4. Aliás, afirmo com toda certeza possível: caso o título tivesse sido lançado em 2021 e para PS5, já seria considerado “o melhor jogo do ano”.

Ficou interessado em jogar ‘Ghost of Tsushima Director’s Cut’? O jogo exclusivo da Sony Interactive Entertainment (SIE), desenvolvido pela Sucker Punch Productions, estará disponível a partir desta sexta-feira (20) para PlayStation 4 (PS4) e PlayStation 5 (PS5) por R$ 299,90 e R$ 349,90, respectivamente. Confira abaixo mais detalhes do aclamado game com sinopse e trailer oficiais (assista acima):

“Descubra as maravilhas ocultas de Tsushima nesse jogo de ação e aventura em mundo aberto da Sucker Punch Productions e do PlayStation Studios, disponível para PS5 e PS4.

Forje um novo caminho e trave uma guerra atípica pela liberdade de Tsushima. Desafie oponentes com sua katana, domine o arco para eliminar ameaças distantes, desenvolva táticas furtivas para emboscar inimigos e explore uma nova história na Ilha Iki.

A Versão do Diretor inclui todo o conteúdo adicional lançado até agora e novos conteúdos.”

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